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Aluno de 13 anos é atacado por colega com tesoura em escola municipal na Zona Oeste de SP

Um estudante de 13 anos foi ferido com golpes de tesoura dentro da escola, Emef Daisy Amadio Fujiwara, no Jardim Arpoador, Zona Oeste de São Paulo. Segundo a m...

Aluno de 13 anos é atacado por colega com tesoura em escola municipal na Zona Oeste de SP
Aluno de 13 anos é atacado por colega com tesoura em escola municipal na Zona Oeste de SP (Foto: Reprodução)

Um estudante de 13 anos foi ferido com golpes de tesoura dentro da escola, Emef Daisy Amadio Fujiwara, no Jardim Arpoador, Zona Oeste de São Paulo. Segundo a mãe, o adolescente sofreu três cortes, dois no rosto, na região da testa e da bochecha, e um no peito, após ser atacado por um colega na manhã de terça-feira (23). De acordo com a mãe, após ser avisada pela escola sobre a agressão, ela buscou o filho e o levou para atendimento médico. O adolescente está afastado das aulas nesta semana e, segundo a família, está abalado emocionalmente e com medo de retornar à unidade. "Eu estou arrasada porque poderia ter deixado meu filho morto ou cego. A enfermeira falou que foi por muito pouco. Isso não pode ficar assim. Meu psicológico está abalado, e o dele, também", afirmou a mulher. Segundo ela, imagens das câmeras da escola mostram que, antes da agressão, o filho teria dado um chute no outro estudante. Ela afirma, no entanto, que o adolescente relatou estar sendo provocado pelo colega havia alguns dias. Agora no g1 "Mostraram o vídeo para mim. Meu filho deu um chute nele porque, segundo ele, já vinha sendo provocado há alguns dias. Depois, passado um tempo, o menino foi até ele e deu três golpes de tesoura. Para mim, ele agiu com a intenção de machucar meu filho", disse. A mãe afirma que o filho é uma criança tranquila e que estranhou o envolvimento dele na ocorrência. Ela também diz não descartar a possibilidade de ameaças que o garoto ainda não tenha contado à família e criticou a forma como a situação foi conduzida pela escola. "Eu acho que o mínimo que a escola deveria ter feito era me socorrer meu filho. Eu peguei meu filho, levei para o hospital e fiz toda a correria. Se fosse uma coisa pior, meu filho poderia ter morrido nos meus braços. Era para ter acionado a polícia e o Conselho Tutelar. Infelizmente, esse suporte eu não tive", declarou. Segundo a mãe, a direção da escola convocou os responsáveis pelos dois estudantes após o episódio. Ela afirma que foi informada de que o aluno apontado como autor da agressão recebeu suspensão e que a escola avalia a transferência dele para outra unidade de ensino. A família registrou um boletim de ocorrência no 75º Distrito Policial (Jardim Arpoador). O caso foi registrado como ato infracional análogo ao crime de lesão corporal. O adolescente segue em recuperação. A família afirma que pretende acompanhar as investigações e cobrar providências para evitar que situações semelhantes aconteçam novamente. Em nota, a Secretaria Municipal da Educação afirmou que a Prefeitura de São Paulo não compactua com nenhum tipo de violência. Segundo a pasta, a gestão da unidade prestou atendimento ao estudante e às famílias envolvidas, que foram acolhidas. A secretaria informou ainda que todos os envolvidos estão sendo acompanhados pelo Núcleo de Apoio e Acompanhamento à Aprendizagem (Naapa), formado por psicólogos e psicopedagogos. A secretaria disse também que foi aberto um Procedimento de Apuração sobre o caso e que a Diretoria Regional de Educação (DRE) segue à disposição das famílias.

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