Ancelotti foge do óbvio, banca Casemiro e vê mudanças darem resultado contra o Japão
Ancelotti foge do óbvio, banca Casemiro e vê mudanças darem resultado contra o Japão Carlo Ancelotti diz que se sente honrado por estar na Copa do Mundo com...
Ancelotti foge do óbvio, banca Casemiro e vê mudanças darem resultado contra o Japão Carlo Ancelotti diz que se sente honrado por estar na Copa do Mundo com a seleção brasileira. E uma das formas de retribuir é cantar o hino nacional. Mas aprender expressões como "penhor dessa igualdade" ou "brado retumbante" está longe de ser o maior desafio à frente da equipe. Contra o Japão, o treinador precisou fazer o que mais sabe: fugir do óbvio. Ainda no primeiro tempo, Casemiro recebeu cartão amarelo. Naquele instante, ninguém sabia, mas a advertência mudaria o jogo. Carlo Ancelotti no jogo contra o Japão Bom Dia Brasil Por já ter sido advertido, o volante não pôde fazer falta para interromper a jogada que terminou no gol japonês. Por tudo isso, o mais óbvio era tirar Casemiro no intervalo. Mas, no segundo tempo, ele voltou para o campo. "Não falei com ele porque ele estava atuando. Todos podem cometer erros. Não acho que o gol do Japão é um erro de Casemiro. Falhamos em uma saída. Casemiro atuou muito bem, e também o gol de empate foi chave para o jogo”, disse Ancelotti. Mas a escolha do treinador fugiu do senso comum, e o Brasil empatou. Trocar Matheus Cunha por Gabriel Martinelli foi outra surpresa. Acompanhe a Copa do Mundo 2026 no ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo Podem até dizer que foi sorte, mas com Ancelotti, funcionou. "Martinelli tem muita intensidade. Quando entra, está sempre no máximo e ajudou a equipe marcando o gol”, afirmou o treinador. Os gols não surgiram de lances isolados. O Brasil parecia outro time no segundo tempo, com outra postura e atacando muito mais. Alguém pode dizer que foi sorte de Ancelotti, mas vai ter de discordar do capitão Marquinhos. "Ele arrumou o que tinha que arrumar. Deu algumas indicações de como atacar a linha baixa do Japão e nos deu muita tranquilidade e confiança. Foram alguns conselhos que fizeram a diferença”, afirmou o zagueiro. Acerta quando insiste, acerta quando resolve mudar. A tranquilidade de Ancelotti é a de quem tem um plano que, passo a passo, está se concretizando. Um dos treinadores mais vitoriosos do mundo está repetindo na seleção estratégias que utilizou nos clubes por onde passou e venceu. E, se além de tudo isso ele ainda tiver sorte, que sorte a nossa.