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Ao tratar de tarifaço dos EUA, Caiado critica Lula por 'provocar' Trump e 'ajoelhamento' de Flávio Bolsonaro

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), participa do encontro de presidenciáveis promovido pela Amcham....

Ao tratar de tarifaço dos EUA, Caiado critica Lula por 'provocar' Trump e 'ajoelhamento' de Flávio Bolsonaro
Ao tratar de tarifaço dos EUA, Caiado critica Lula por 'provocar' Trump e 'ajoelhamento' de Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), participa do encontro de presidenciáveis promovido pela Amcham. LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado criticou as atitudes do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) em relação à ameaça de novo tarifaço pelo governo dos Estados Unidos. Segundo o ex-governador de Goiás, Lula tem provocado o presidente americano, Donald Trump, com o objetivo de ter retorno eleitoral, enquanto Flávio se "ajoelha" aos interesses dos EUA. A fala foi feita em entrevista ao Flow Podcast na noite desta quarta-feira (8). "Gente, pelo amor de Deus, onde é que está o raciocínio de um candidato à Presidência da República de representar o país? Quer dizer: 'olha, não admito essas penalidades que vocês querem nos impor neste momento. Nós sabemos refutar todas elas'. Nós temos uma condição aqui de resgatar o Itamaraty, a chancelaria brasileira. Nós estamos preparados para um bom debate. Não é simplesmente você ficar numa tese de provocação e, de outro, de ajoelhamento", disse Caiado. 🔎Em junho, o USTR propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras após uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. Agora no g1 Ao falar de Lula, o presidenciável do PSD relembrou eleições no Canadá e Austrália, em que Trump entrou em embate com candidatos que eram considerados adversários do americano - e que acabaram eleitos. "O que foi que o Lula percebeu: 'se eu provocar o Trump bastante, eu vou ter a chance [de vencer a eleição', como aconteceu com o candidato no Canadá e na Austrália. E de cobrar a tese, da falsa tese que ele fala de soberania, que já entregou o Brasil para os bandidos, pros corruptos, PCC, pro Comando Vermelho, para as facções, mas aí se veste na credencial de falar 'não, mas eu estou enfrentando o Trump'", disse. Sobre Flávio, Caiado considerou um erro o documento enviado pelo senador ao governo Trump, em que Flávio pede para que não se tarife os produtos brasileiros até as eleições de outubro. "Aí você para e pensa: vem cá, onde é que está o Brasil nisso aí? Raciocina bem: um que provocou para ter o benefício de ir na [tese da] soberania. O outro entrega de bandeja um documento assinado, dizendo o seguinte: 'Olha, não tarife até a eleição'", afirmou. Ameaça de novo tarifaço O prazo para um acordo entre o Brasil e os Estados Unidos se encerra no dia 15 de julho, e o governo afirma que corre contra o tempo para chegar a um entendimento. De acordo com o Escritório do Representante de Comércio (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas econômicas desleais contra empresários americanos em áreas como PIX, etanol, desmatamento e propriedade intelectual, tese rechaçada formalmente pelo governo brasileiro em documento enviado na semana passada ao governo Trump. Nos bastidores, a avaliação de integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty é que a recomendação feita pelo USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano. O governo brasileiro pretende realizar mais duas conversas com USTR antes do prazo final, quando o órgão deve enviar à Casa Branca sua recomendação sobre possíveis tarifas contra o Brasil. Entre representantes de empresas que participaram das audiências dos últimos dias, a impressão que ficou é a de que o tarifaço é inevitável, mas pode ser calibrado pelos efeitos na economia dos EUA, segundo publicado pelo blog da Ana Flor. [Matéria em atualização]

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