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Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

Arqueólogos encontraram resquícios de uma antiga Vila em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense O trabalho de arqueólogos recuperou uma parte da história do Br...

Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (Foto: Reprodução)

Arqueólogos encontraram resquícios de uma antiga Vila em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense O trabalho de arqueólogos recuperou uma parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A área da escavação já foi uma vila de passagem para quem seguia para o Rio de Janeiro. Em um caco de louça cabe um palácio. E quantos cacos de louça cabem em uma cidade inteira? Uma equipe de escavações tenta achar um por um. Pedro Bassan, repórter: E pensar que alguém perdeu um objeto aqui e você está encontrando quase 200 anos depois? Diogo Borges, arqueólogo: Duzentos anos depois e isso é uma alegria, né? No século 19, o lugar era tão importante que recebeu até a visita do imperador. Mas depois se tornou um canto quase esquecido de um grande município da Região Metropolitana do Rio, com quase 800 mil habitantes: Nova Iguaçu. E quem passa por lá pode se perguntar: existe a velha Iguaçu? Existia, e desapareceu. Um paredão de pedra é um dos últimos vestígios do lugar que já foi um dos portos mais movimentados do Brasil. Hoje, a antiga Vila de Iguassú está renascendo. Arqueólogos estão descobrindo uma cidade brasileira debaixo da terra. Todo dia, toda hora. Repórter: A Sabrina acabou de achar. Sabrina Taveira da Silva, historiadora: Pedaço de louça. Repórter: Pedaço de louça, olha só, posso pegar? Sabrina Taveira da Silva: Claro. Diogo Borges: Provavelmente a borda de um prato. Repórter: Que legal. Parabéns, viu? Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense Jornal Nacional/ Reprodução Os moradores têm orgulho desse passado. O terreno todo esburacado era o quintal do Allan Ferreira de Lucena, que autorizou os trabalhos: “A gente ia cavar para botar um mourão, às vezes achava um objeto, alguma coisa. Meu pai sempre fez questão de que nós zelássemos por isso. Não, não tira a pedra não, deixa”, conta. Cerca de 100 mil objetos ou fragmentos já foram encontrados desde que a pesquisa começou, três anos atrás. Cada peça é um pequeno retrato do Brasil inteiro naquela época. “Em Vila de Iguassú, a gente tem, assim, uma sociedade que se estrutura e que tem o mesmo padrão de consumo dos outros centros”, diz a arqueóloga Cleide Trindade. E se existem tantas coisas, é porque muitas pessoas andaram por aquela estrada, pisaram naquele chão. A vila atraía tanta gente porque era um lugar de transição entre a estrada e o rio. Uma espécie de via expressa do café até a antiga capital do Brasil. “A gente tem outros caminhos por terra que levava cerca de 60, 90 dias. Aqui, você vai levar 15 dias”, conta o arqueólogo Diogo Borges. Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense Jornal Nacional/ Reprodução A mesma riqueza que ergueu a vila disse adeus rapidamente. Quando o café passou a ser transportado de trem, Iguassú Velha foi abandonada. A cidade se mudou inteira para perto da estação, a cerca de 15 km dali. Mas no chão antigo, os tijolos se recusam a desaparecer e agora estão ganhando cores novamente. Em abril, a cidade abriu um museu para expor as relíquias encontradas. A pasta de dente vinha em um potinho de louça direto de Paris. A joia da coroa é o botão com o símbolo do imperador. E as peças inteiras, montadas de caco em caco. Alguns pedaços ainda estão faltando. Mas debaixo das pastagens tem uma cidade escondida, e eles vão procurar até o fim. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional

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