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Caso Geovana: Mãe de babá morta em Manaus espera data do júri e diz que demora aumenta angústia: ‘Traz memórias’

Réus vão a júri popular pela morte de babá que era explorada sexualmente pela patroa Dois anos após o assassinato de Geovana Costa Martins, de 20 anos, em ...

Caso Geovana: Mãe de babá morta em Manaus espera data do júri e diz que demora aumenta angústia: ‘Traz memórias’
Caso Geovana: Mãe de babá morta em Manaus espera data do júri e diz que demora aumenta angústia: ‘Traz memórias’ (Foto: Reprodução)

Réus vão a júri popular pela morte de babá que era explorada sexualmente pela patroa Dois anos após o assassinato de Geovana Costa Martins, de 20 anos, em Manaus, a mãe da jovem, Marta Costa, ainda aguarda a definição da data do julgamento dos réus. A Justiça do Amazonas decidiu que Camila Barroso da Silva, ex-patroa da vítima, e Antonio Cheton Lopes de Oliveira sejam submetidos ao Tribunal do Júri. Geovana foi morta em agosto de 2024, em Manaus. Segundo a investigação, ela era mantida em cárcere privado e explorada sexualmente pela patroa. O corpo foi encontrado em uma área de mata no bairro Tarumã, na Zona Oeste da capital. A decisão que levou os dois réus a júri popular foi proferida em abril deste ano e tornou-se definitiva em julho. O processo está agora na fase de preparação para o julgamento, mas ainda não há data definida para a sessão. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Para Marta, a espera é angustiante e faz com que as lembranças da morte da filha voltem constantemente. “Acima de tudo é angustiante, porque está mexendo o tempo todo, então traz memórias. Eu sinto muito porque quem mais sofre sou eu, porque sou mãe dela. Perdi minha filha dessa forma”, afirmou. A mãe diz que espera que o julgamento seja marcado o quanto antes. “Não vai trazer minha filha de volta, eu sei que não vai trazer ela de volta, mas eu vou ficar um pouquinho mais sossegada quando eu souber que todos estão pagando, presos atrás das grades”, disse. Camila Barroso está em prisão domiciliar desde novembro de 2024, após a Justiça converter a prisão preventiva. Para Marta, o fato de a ex-patroa responder ao processo em liberdade aumenta a revolta da família. “Hoje eu não tenho minha filha e ela está tendo a liberdade dela. Então o que vai sossegar o meu coração é quando eu já tiver essa data e acontecer o júri popular e saber que eles foram condenados”, afirmou. A pronúncia, no entanto, não significa que os réus foram considerados culpados. A decisão apenas determina que eles sejam julgados pelo Tribunal do Júri. A responsabilidade penal será definida pelos jurados durante o julgamento. Caso Geovana: veja cronologia do assassinato da babá até o júri popular Babá Geovana Costa Martins, que tinha 20 anos, foi encontrada morta em Manaus. Arquivo pessoal Mãe conta que relação entre Geovana e patroa chamava atenção Marta afirma que Geovana não costumava contar detalhes sobre a relação com Camila. Segundo ela, a filha dizia apenas que trabalhava como babá e cuidava da filha da patroa. A mãe conta que começou a desconfiar da relação entre as duas porque Camila ligava constantemente para Geovana quando ela estava na casa da família. Cerca de um mês antes da morte, Geovana passou um período morando com a mãe. Segundo Marta, mesmo nesse período Camila continuava ligando diariamente. Foi nessa época, segundo o relato da mãe, que ela viu uma mensagem enviada por Camila para Geovana pelo Instagram. A mensagem dizia que a jovem precisava ir até a casa da patroa para ser “treinada” antes de uma viagem e que deveria tomar um medicamento contra vermes 15 dias antes. Marta afirma que procurou uma advogada, que levantou a possibilidade de Geovana ser usada para transportar drogas. A hipótese de que a jovem seria levada para fora do país e usada como “mula” chegou a ser investigada pela Polícia Civil na época. Segundo a mãe, Geovana disse que faria apenas uma viagem com Camila e que depois não voltaria mais a trabalhar na casa. “Eu sempre dizendo: ‘Geovana, não volte’. Ela: ‘Não, eu vou só fazer essa viagem com ela’”, contou. Patroa presa suspeita de envolvimento na morte de babá publicava vídeos com a vítima nas redes sociais; VÍDEO Foto com marcas de violência Marta conta que percebeu o desaparecimento da filha depois de notar que Geovana havia parado de publicar nas redes sociais. Segundo ela, a jovem costumava postar diariamente e ficou três dias sem fazer nenhuma publicação. A mãe afirma que tentou contato por redes sociais e telefone, mas não conseguiu falar com ela. Dias depois, Marta relata que recebeu uma ligação de Camila perguntando se Geovana estava em sua casa. Pouco tempo depois, ao chegar à residência, a mãe afirma que recebeu da outra filha uma fotografia de Geovana com marcas de violência. “Eu vi uma foto da minha filha, toda machucada. Estão machucando, minha filha está em tortura, minha filha está em algum canto, minha filha está morrendo”, relatou. Segundo Marta, ela avisou Camila que iria à delegacia para comunicar o desaparecimento. A mãe afirma que a patroa foi até sua casa, entregou documentos de Geovana e a acompanhou até a delegacia. Marta conta que continuou procurando pela filha até descobrir que o corpo já estava no Instituto Médico Legal (IML). Relembre o caso Segundo a investigação da Polícia Civil, Geovana era mantida em cárcere privado e submetida à exploração sexual enquanto trabalhava para Camila. A jovem foi considerada desaparecida em 19 de agosto de 2024. Segundo a polícia, ela foi assassinada naquela noite e levada para uma área de mata no bairro Tarumã. O corpo foi encontrado no dia seguinte com sinais de espancamento e tortura. A investigação apontou traumatismo craniano como causa da morte. Camila foi presa preventivamente em agosto de 2024. Antonio Cheton Lopes de Oliveira foi preso no mês seguinte e passou a responder pelo caso. Em novembro daquele ano, Camila deixou o presídio e passou a cumprir prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. O que falta para o julgamento O processo está na segunda fase do procedimento do Tribunal do Júri, destinada à preparação da sessão. A primeira fase foi concluída após a instrução processual, produção de provas, depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos acusados e apresentação das alegações finais. Em 28 de abril de 2026, foi proferida a decisão de pronúncia de Camila Barroso da Silva e Antonio Cheton Lopes de Oliveira. Após o encerramento dos prazos recursais, a decisão tornou-se definitivamente preclusa em 28 de julho. Agora, acusação e defesa estão sendo intimadas para apresentar as testemunhas que pretendem ouvir no julgamento e solicitar eventuais diligências. O Ministério Público já apresentou o rol de testemunhas. Depois dessas providências, o processo estará apto para a designação da sessão do Tribunal do Júri. Para Marta, a expectativa agora é que a data seja marcada rapidamente. “Fica esse sentimento, porque me faz falta. Vêm as lembranças, bate a saudade, e hoje eu não tenho mais minha filha. Eu estou esperando agora que essa data seja marcada, o mais rápido possível”, afirmou. A mãe também diz temer que o caso seja esquecido com o passar do tempo. “Que não fique no esquecimento. Não caia no esquecimento depois desse tempo”, afirmou. Caso Geovana: réus por morte de babá em 2024 serão julgados pelo tribunal do júri

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