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Caso PM Gisele: Justiça adia pela 2ª vez interrogatório de tenente-coronel acusado de matar esposa

A PM Gisele Alves Santana e o tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de assassinar a mulher no apartamento onde eles viviam, no Centro de São Paulo. Reproduçã...

Caso PM Gisele: Justiça adia pela 2ª vez interrogatório de tenente-coronel acusado de matar esposa
Caso PM Gisele: Justiça adia pela 2ª vez interrogatório de tenente-coronel acusado de matar esposa (Foto: Reprodução)

A PM Gisele Alves Santana e o tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de assassinar a mulher no apartamento onde eles viviam, no Centro de São Paulo. Reprodução/TV Globo A Justiça de São Paulo adiou pela segunda vez o interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça. A audiência estava prevista para acontecer na manhã desta sexta-feira (28), mas foi remarcada para 8 de setembro. Ela ocorrerá às 10h, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. O depoimento presencial do oficial da Polícia Militar (PM) é a última etapa da instrução criminal antes da decisão que definirá se o réu será submetido a júri popular. Geraldo nega o crime, mas segue preso. A informação sobre o adiamento do interrogatório do acusado foi confirmada nesta sexta ao g1 pelo advogado que representa a família da vítima. Gisele era soldado da PM. "O interrogatório do acusado foi redesignado a pedido da defesa, que insiste na elaboração de um laudo pericial complementar", disse o advogado José Miguel da Silva Júnior. O que diz a defesa Os detalhes que transformaram o tenente-coronel em réu pelo feminicídio da PM Gisele Alves A equipe de reportagem procurou a defesa do tenente-coronel para comentar o assunto. O advogado Eugênio Malavasi disse que, durante a fase de instrução, a perita que fez o laudo que incriminou seu cliente não havia esclarecido os questionamentos da defesa. "Ela estava, na minha concepção, com dificuldade de responder porque ela não estava com o material". "Então houve comum acordo, por parte do Poder Judiciário, de ela [a perita] responder por escrito os quesitos apresentados pelo meu assistente técnico", falou Malavasi. "E desde então o IC [Instituto de Criminalística] foi de fato intimado para respostas e não apresentou. Então, como ele [Geraldo] vai ser interrogado sem as respostas dos quesitos?", questionou a defesa. O interrogatório é o último ato da fase de instrução criminal do processo. Desde o início das audiências, a 5ª Vara do Júri ouviu 30 testemunhas, entre acusação e defesa. Dois adiamentos O tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a PM Gisele Alves Santana. Reprodução/Redes Sociais Inicialmente, o interrogatório do tenente-coronel estava previsto para 3 de julho, mas foi adiado a pedido da defesa, que solicitou esclarecimentos complementares à perícia da Polícia Técnico-Científica. A Justiça então marcou o depoimento de Geraldo para 28 de agosto. Mas como os peritos não concluíram os pedidos da defesa, que faz questão disso, o interrogatório foi adiado mais uma vez, marcado agora para setembro. Após o interrogatório, o Ministério Público, o assistente de acusação — que representa a família de Gisele — e a defesa do policial deverão apresentar suas manifestações finais nos autos. Na sequência, a juíza responsável pelo caso decidirá se Geraldo Leite Rosa Neto será pronunciado, ou seja, submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, ou se será absolvido sumariamente. Caso a magistrada determine que o processo siga para júri popular, a defesa ainda poderá recorrer da decisão. Se ela for mantida, será marcada a data do julgamento. LEIA TAMBÉM: Tenente-coronel suspeito de feminicídio poderá manter aposentadoria mesmo se for condenado e expulso da PM; entenda Geraldo Leite Rosa Neto será julgado por três coronéis em processo de expulsão da PM 13 pontos e fotos da perícia que embasaram prisão do tenente-coronel suspeito de matar mulher em SP Relembre o caso Laudos do IML contestam versão de suicídio no caso da PM Gisele Alves Santana Geraldo Leite Rosa Neto responde por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central da capital, em 18 de fevereiro de 2026. O tenente-coronel sustenta que a mulher cometeu suicídio. O tenente-coronel permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Além do processo criminal, Geraldo responde a um procedimento administrativo na Polícia Militar, que pode resultar na expulsão dele da corporação. Ainda não há uma decisão.

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