Datafolha: 43% estão otimistas com o Brasil e 37%, pessimistas
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18) mostra o sentimento dos brasileiros em meio aos novos desdobramentos do escândalo do banco Master e da cris...
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18) mostra o sentimento dos brasileiros em meio aos novos desdobramentos do escândalo do banco Master e da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), a duas semanas do 1º turno das eleições. O Datafolha perguntou aos eleitores entrevistados quais são os sentimentos deles quando pensam no Brasil de hoje em dia. Segundo a pesquisa, 43% estão otimistas e 37% se dizem pessimistas. Os hesitantes somam 20%. Os números foram calculados a partir das respostas a seis perguntas que citam sentimentos. Veja abaixo. Pergunta: quando pensa no Brasil de hoje em dia, você se sente... Tranquilo ou com raiva? Tranquilo: 53% Com raiva: 43% Não sabe: 4% Animado ou desanimado? Animado: 45% Desanimado: 53% Não sabe: 2% Medo ou confiança? Medo do futuro: 53% Confiança no futuro: 45% Não sabe: 2% Triste ou feliz? Triste: 51% Feliz: 45% Não sabe: 4% Seguro ou inseguro? Seguro: 34% Inseguro: 64% Não sabe: 1% Medo ou esperança? Mais medo do que esperança: 44% Mais esperança do que medo: 55% Não sabe: 1% Agora no g1 Eleitores de Flávio Bolsonaro puxam aumento do otimismo, diz Datafolha Segundo o Datafolha, o pessimismo é maior entre quem avalia o governo Lula como ruim ou péssimo (64%) e entre eleitores de Flávio Bolsonaro (56%). Também cresce com a escolaridade (de 26% entre quem tem ensino fundamental a 46% entre quem tem curso superior) e com a renda familiar (de 34% na faixa de até 2 salários mínimos a 49% entre quem tem renda superior a 5 salários mínimos). Por região, varia de 26% no Nordeste a 45% no Sudeste. Embora os eleitores de Flávio sejam mais pessimistas, afirma o Datafolha, as mudanças em relação a março, de alta no otimismo e recuo no pessimismo, concentram-se entre eleitores do candidato do PL e entre os que se declaram bolsonaristas. No eleitorado de Flávio, o otimismo saltou de 11% para 20%, e o pessimismo recuou de 70% para 56%. Esse movimento também foi verificado entre quem se identifica como bolsonarista: o otimismo passou de 11% para 23% e o pessimismo caiu de 72% para 56%. Entre quem se identifica como petista, o otimismo avançou de 63% para 68% e o pessimismo recuou de 20% para 16%. Entre eleitores de Lula, a parcela de otimistas passou de 67% em março para 71% em setembro, e a de pessimistas, de 16% para 13%. Em outra pergunta feita pelo Datafolha, 78% dizem sentir mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 20% dizem sentir mais vergonha do que orgulho. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04029/2026. Crise no STF e embates entre ministros A pesquisa foi realizada em meio à crise no STF, intensificada nas últimas semanas depois que o ministro André Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Desde então, vieram a público outros documentos e mensagens — parte deles ainda sob sigilo — com citações a outros integrantes da Corte e a seus familiares. Moraes e Gilmar Mendes criticam a condução de Mendonça no caso Master. Moraes o acusa de ter cometido irregularidades e de atropelar procedimentos aplicáveis a investigações que envolvem autoridades com foro. Gilmar afirma que a atuação do colega teve motivação político-eleitoral. Mendonça nega as acusações. Na última terça-feira (15), terminou sem decisão a sessão extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para discutir o relatório da PF que atribui a Moraes mensagens trocadas com Vorcaro. A sessão foi marcada por embates e trocas de acusações entre os integrantes do tribunal. Flávio Dino pediu vista — ou seja, mais tempo para analisar o caso — e tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário. O prazo termina em dezembro, após as eleições. Se ele não os devolver nesse período, o assunto fica automaticamente liberado para nova inclusão em pauta. Bandeira do Brasil Érico Andrade/g1