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Escolas de samba apostam em carros alegóricos cada vez mais tecnológicos e surpreendentes

Escolas de samba de São Paulo desfilam tecnologia na avenida São Paulo entrou em contagem regressiva para os desfiles das escolas de samba - que apostam em ca...

Escolas de samba apostam em carros alegóricos cada vez mais tecnológicos e surpreendentes
Escolas de samba apostam em carros alegóricos cada vez mais tecnológicos e surpreendentes (Foto: Reprodução)

Escolas de samba de São Paulo desfilam tecnologia na avenida São Paulo entrou em contagem regressiva para os desfiles das escolas de samba - que apostam em carros alegóricos cada vez mais tecnológicos e surpreendentes. Uma escola, que tem o dragão como símbolo, já pisa no Anhembi demonstrando força. É o maior que a Dragões da Real já fez. Com 9 m de altura e 12 m de comprimento, virá no abre-alas da escola paulistana, dando a largada no desfile sobre a lenda indígena das guerreiras que viveram às margens do Rio Amazonas. A tecnologia acabou com a era das grandes esculturas estáticas no carnaval. O símbolo da Dragões da Real vai se movimentar muito durante o desfile em 2026. Graças a toda a estrutura montada dentro - com ferro, cabos de aço e roldanas. Ela é acionada por quatro pessoas, que vão trabalhar duro durante o desfile para que o espetáculo aconteça lá fora. As engrenagens vão mexer cabeça, asas, cauda. “Boca, nariz, sobrancelha... Tudo vai ter expressão de rosto total. Vai soltar fumaça, vai ter os efeitos especiais que só isso aí só vai ser no desfile”, conta Wanderley Prata, serralheiro de movimento. A encomenda é do carnavalesco, que pediu um dragão furioso para denunciar a destruição da Amazônia. "Não basta apenas você fazer um carnaval bonito. Eu acho que tem que ter uma causa. A gente fazer uma grande reflexão por tudo que está acontecendo no mundo, principalmente no Amazonas, com toda a devastação das nossas matas e das nossas florestas”, diz Jorge Freitas, carnavalesco da Dragões da Real. Escolas de samba apostam em carros alegóricos cada vez mais tecnológicos e surpreendentes Jornal Nacional/ Reprodução As escolas sempre querem impressionar. Com mais de 50 carnavais, Jamaica é um dos maiores criadores de efeitos com água. No currículo dele estão uma alegoria da Vila Isabel, de 2019, e um efeito criado para a Viradouro, em 2023. Aos 75 anos, ele perdeu a conta de quantos carros alegóricos tirou do papel para 2026. "Acho que são dez... Eu não sei, pera aí, deixa eu ver”, diz Gerson "Jamaica" Silveira, especialista em efeitos com água. Serão 14: dez no carnaval de São Paulo e mais quatro no do Rio. Estruturas como uma da Barroca Zona Sul, equipadas com um emaranhado de mangueiras, tubos de PVC e registros que vão fazer jorrar milhares de litros de água no desfile. "Aqui você tem que fazer cálculos, cálculos de altura, cálculo de distância, cálculo de velocidade da água, o tipo de bomba que vai usar”, explica Jamaica. Um talento que surgiu quando ele, ainda jovem, vivia na rua e ganhou uma oportunidade de trabalho em uma empresa de chafarizes. O resto é carnaval. "Eu costumo brincar com as águas. Eu digo que falo com elas, entendeu? Elas vivem o meu comando, eu estou fazendo o efeito especial", diz Jamaica. LEIA TAMBÉM Quem viaja mais no carnaval? O ranking de kms de Zé Felipe, Pedro Sampaio, Safadão e mais Rio terá 238 blocos entre sexta de carnaval e a Quarta-Feira de Cinzas; veja a lista e monte sua programação

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