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EUA voltam a barrar visto de presidente palestino a poucos dias da Assembleia Geral da ONU

Em discurso na ONU, Mahmoud Abbas acusa Israel de crimes de guerra e genocídio Os Estados Unidos negaram novamente o visto de entrada ao presidente da Autorida...

EUA voltam a barrar visto de presidente palestino a poucos dias da Assembleia Geral da ONU
EUA voltam a barrar visto de presidente palestino a poucos dias da Assembleia Geral da ONU (Foto: Reprodução)

Em discurso na ONU, Mahmoud Abbas acusa Israel de crimes de guerra e genocídio Os Estados Unidos negaram novamente o visto de entrada ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para que ele participe da Assembleia Geral da ONU, que começa na próxima semana em Nova York. A informação foi revelada pela AFP nesta quarta-feira (16). É o segundo ano consecutivo em que Abbas não poderá viajar aos Estados Unidos para participar presencialmente do principal encontro anual das Nações Unidas. No ano passado, a ONU autorizou que o presidente palestino discursasse por videoconferência depois que o governo americano revogou os vistos de integrantes da delegação palestina. Em um comunicado separado, divulgado também nesta quarta, o Departamento de Estado dos EUA anunciou novas sanções contra integrantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e funcionários da Autoridade Palestina. Na nota, o governo dos EUA afirmou que a OLP e a Autoridade Palestina "falharam novamente" em cumprir compromissos assumidos com os Estados Unidos. O Departamento de Estado também acusa a Autoridade Palestina de continuar pagando benefícios a pessoas que o governo americano classifica como terroristas e de glorificar atos de terrorismo em declarações públicas e livros escolares. Segundo o governo americano, as medidas são consequência da "falta de reformas" por parte da OLP e da Autoridade Palestina e das ações que, na avaliação dos EUA, prejudicam as perspectivas de um acordo de paz. Outra vez O presidente palestino Mahmoud Abbas discursa na 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas REUTERS/Brendan McDermid A decisão desta quarta-feira repete uma medida adotada pelo governo de Donald Trump em 2025, quando os Estados Unidos revogaram os vistos de Abbas e de outros integrantes da Autoridade Palestina e da OLP. Na época, o governo americano também acusou as organizações palestinas de ligação com o terrorismo, de não cumprirem compromissos assumidos com os EUA e de prejudicarem as perspectivas de paz no Oriente Médio. A negativa de visto, porém, não impediu que Abbas participasse da Assembleia Geral no ano passado. Em setembro de 2025, os países-membros da ONU aprovaram uma resolução autorizando o presidente palestino a fazer o discurso por videoconferência. A proposta recebeu 145 votos favoráveis. Estados Unidos e Israel ficaram entre os cinco países que votaram contra, enquanto outros seis se abstiveram. O que é a Autoridade Palestina Mahmoud Abbas é presidente da Autoridade Nacional Palestina, que exerce partes das funções de governo em áreas da Cisjordânia. A entidade foi criada após os acordos de Oslo, na década de 1990, como parte do processo de criação de um autogoverno palestino. A Autoridade Palestina é ligada à OLP, uma organização que reúne diferentes grupos políticos palestinos e que mantém uma relação de rivalidade com o Hamas. Desde que o Hamas venceu as eleições legislativas palestinas de 2006 e assumiu o controle da Faixa de Gaza, a Autoridade Palestina deixou de exercer o controle sobre o território. Na prática, a administração ficou concentrada em partes da Cisjordânia.

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