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Guerra no Oriente Médio: governo faz projeções e calcula que arrecadaria quase R$ 100 bilhões a mais neste ano no pior cenário

Diante da guerra no Oriente Médio e seu impacto no preço do petróleo, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-fei...

Guerra no Oriente Médio: governo faz projeções e calcula que arrecadaria quase R$ 100 bilhões a mais neste ano no pior cenário
Guerra no Oriente Médio: governo faz projeções e calcula que arrecadaria quase R$ 100 bilhões a mais neste ano no pior cenário (Foto: Reprodução)

Diante da guerra no Oriente Médio e seu impacto no preço do petróleo, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-feira (13) um documento com projeções para a economia brasileira. No pior cenário, chamado de "disruptivo" (radical), o preço médio do petróleo neste ano iria a US$ 100 por barril, pressionando fortemente a inflação, que ficaria acima de 4% nos cálculos do governo, e elevaria a arrecadação federal líquida (após as transferências aos estados e municípios) em R$ 96,6 bilhões em 2026. "A alta nos preços do petróleo também impacta a arrecadação do governo central. De forma direta, o choque eleva a arrecadação de royalties e participações especiais pagas pelas empresas exploradoras e os tributos recolhidos sobre o lucro das empresas da cadeia de produção, refino e distribuição de petróleo e derivados (IRPJ e CSLL). Há também um impacto indireto em outras receitas cuja base tributária possa se alterar em razão da mudança no preço da commodity [petróleo]", diz o Ministério da Fazenda. Veja os cenários traçados pelo governo para o preço do petróleo eu seu impacto na economia: Choque temporário: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 73,1, com impacto de 0,14 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 2,5 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 21,4 bilhões na arrecadação. Choque persistente: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 82, com impacto de 0,33 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 5,1 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 48,3 bilhões na arrecadação. Choque disruptivo: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 100, com impacto de 0,58 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 10,3 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 96,6 bilhões na arrecadação.

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