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Influenciadores são alvos de operação policial por publicarem rifas ilegais nas redes sociais

Os influenciadores Carlos Eduardo Araújo Sousa, de 24 anos, e Francisco Aldi Barros de Souza, 20, foram alvos de uma operação da Polícia Civil, por suspeita...

Influenciadores são alvos de operação policial por publicarem rifas ilegais nas redes sociais
Influenciadores são alvos de operação policial por publicarem rifas ilegais nas redes sociais (Foto: Reprodução)

Os influenciadores Carlos Eduardo Araújo Sousa, de 24 anos, e Francisco Aldi Barros de Souza, 20, foram alvos de uma operação da Polícia Civil, por suspeita de promover rifas ilegais via redes sociais para lavagem de dinheiro, em Cruz, na região norte do Ceará. Na operação, Carlos Eduardo foi preso em flagrante pelo crime de loteria não autorizada, enquanto Francisco Aldi recebeu voz de prisão por adulteração de sinal identificador de veículo automotor, nesta quinta-feira (11). A dupla foi solta em audiência de custódia realizada pela Justiça Estadual, no mesmo dia. As defesas dos suspeitos não foram localizadas para comentar a prisão e a operação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Um dos suspeitos era conhecido nas redes sociais como "Balaclava do Grau", por participar de grupos de "dar grau" na moto e publicar vídeos sobre a prática nas redes sociais. As prisões ocorreram na Operação Fortuna, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra os influenciadores. Dois automóveis, três motocicletas, aparelhos eletrônicos e outros materiais de interesse para investigação foram apreendidos com os suspeitos. Também foram bloqueados judicialmente cerca de R$ 300 mil das contas bancárias dos suspeitos. A operação foi coordenada pela Delegacia da Polícia Civil de Cruz, com apoio das delegacias de Acaraú e de Bela Cruz. Sorteios eram realizados na região norte do estado do Ceará. Reprodução Lavagem de dinheiro De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, as investigações apontaram que os suspeitos utilizavam perfis com grande alcance nas redes sociais para divulgar sorteios e loterias clandestinas sem autorização legal. Os valores obtidos com a atividade ilícita eram utilizados, segundo a investigação, na aquisição de bens e na movimentação de recursos financeiros com o objetivo de ocultar a origem dos valores. Os suspeitos foram autuados por crimes relacionados à exploração de loterias clandestinas e lavagem de dinheiro. Um deles também foi autuado por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. LEIA TAMBÉM: Mulher presa em Londres por suspeita de matar homem em Fortaleza é absolvida Pastor evangélico é preso por estuprar filhas, enteada e outras cinco vítimas no Ceará Casal suspeito de envolvimento no assassinato de empresário no Maranhão é preso no Ceará A PCCE reforçou que a exploração de rifas e sorteios sem autorização dos órgãos competentes pode configurar infração penal. As forças policiais pontuaram que as investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro dos recursos movimentados pelos investigados. Veículos dos jovens também foram apreendidos, além de materiais de interesse para investigação, conforme SSPDS Divulgação Audiências de custódia Carlos Eduardo Araújo Sousa e Francisco Aldi Barros de Souza tiveram a prisão em flagrante homologada pela Justiça, mas receberam a liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares, em audiência de custódia. O juiz rejeitou o pedido da defesa para anular a prisão e entendeu que havia indícios suficientes da prática das infrações investigadas. Carlos foi preso em flagrante por loteria não autorizada, enquanto Aldi foi detido por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Entre os principais argumentos da Justiça para conceder a liberdade está o de que não houve pedidos de prisões preventivas da autoridade policial. Além disso, Carlos Eduardo e Francisco Aldi são réus primários e possuem bons antecedentes. As medidas alternativas à prisão aplicadas aos dois suspeitos são: manter o endereço atualizado perante a Justiça; não mudar de endereço sem comunicar previamente; não se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial; comparecer a todos os atos do processo; não se embriagar em público nem frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos semelhantes; não promover ou fomentar rifas e sorteios virtuais em redes sociais, direta ou indiretamente. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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