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Isso é Fantástico: de onde vem o ódio pela mulher e o que esperar do futuro neste 8 de março

Oito de março de dois mil e vinte e seis. Dia Internacional da Mulher. Temos o que celebrar na data? Temos. Nossas conquistas, nossos avanços, a evolução da...

Isso é Fantástico: de onde vem o ódio pela mulher e o que esperar do futuro neste 8 de março
Isso é Fantástico: de onde vem o ódio pela mulher e o que esperar do futuro neste 8 de março (Foto: Reprodução)

Oito de março de dois mil e vinte e seis. Dia Internacional da Mulher. Temos o que celebrar na data? Temos. Nossas conquistas, nossos avanços, a evolução das mulheres na sociedade. Mas, ao mesmo tempo, os números nos fazem sangrar. O número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Quatro mulheres mortas por dia. Em 1977, surgia no calendário um dia de março para que mulheres do mundo inteiro tivessem uma data para chamar de sua. A ONU tentava reparar um descuido global e histórico com uma parcela enorme da população. As vozes femininas ecoaram: um dia só? Flores? Não era resmungo. Era reivindicação. Imagine não ter o direito de votar. Imagine ter que pedir autorização para trabalhar fora. O Código Civil tratava o marido como “chefe da sociedade conjugal”. Imagine ser julgada na rua por ser desquitada. Em 1988, a nova Constituição consagra a igualdade formal entre homens e mulheres. Mas os nossos corpos continuam a cair. O que esperar do futuro? Neste episódio, a repórter do Fantástico Lilia Teles conversa com a socióloga Jacqueline Pitanguy. Jacqueline foi presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher entre 1986 e 1989 e foi uma das protagonistas na inclusão dos direitos das mulheres na Constituição brasileira.

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