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Justiça vê 'falhas estruturais' e manda substituir elevadores de condomínio onde mulher ficou paraplégica, em João Pessoa

Justiça vê "falhas estruturais" e manda substituir elevadores de condomínio onde mulher ficou paraplégica, em João Pessoa TV Cabo Branco A juíza Shirley A...

Justiça vê 'falhas estruturais' e manda substituir elevadores de condomínio onde mulher ficou paraplégica, em João Pessoa
Justiça vê 'falhas estruturais' e manda substituir elevadores de condomínio onde mulher ficou paraplégica, em João Pessoa (Foto: Reprodução)

Justiça vê "falhas estruturais" e manda substituir elevadores de condomínio onde mulher ficou paraplégica, em João Pessoa TV Cabo Branco A juíza Shirley Abrantes, da 8ª Vara Cível de João Pessoa, mandou a construtora GGP substituir integralmente os elevadores do condomínio Reserve Altiplano I, após uma mulher ficar paraplégica e duas crianças ficarem feridas por uma queda do equipamento. O g1 teve acesso a decisão desta sexta-feira (15). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com a decisão, a magistrada viu "falhas estruturais" nos aparatos dos elevadores e atribuiu responsabilidade sobre isso para a construtora. Em um trecho da decisão, a juíza destaca o seguinte, a partir de provas inseridas nos autos: "Os vícios não são meramente estéticos ou decorrentes de mau uso, mas falhas graves de projeto e instalação, atraindo a responsabilidade do construtor nos termos do Art. 618 do Código Civil e do Art. 20 do CDC", diz trecho. O g1 entrou em contato com a construtora, mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno. Na decisão, a Justiça também observou que a substituição dos elevadores deva ser adotada com urgência. Após a construtora contratar uma perícia e realizar uma vistoria, a troca dos equipamentos deverá ser concluída em até 90 dias. A empresa também terá de apresentar um cronograma das obras e poderá pagar multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Elevadores dos condomínios estão interditados A Defesa Civil de João Pessoa interditou 12 elevadores do residencial Reserve Altiplano 2, nesta sexta-feira (15). O empreendimento é da mesma construtora e vizinho ao condomínio onde um dos equipamentos desabou com três pessoas dentro da cabine e deixou uma mulher paraplégica , em João Pessoa. Na quinta-feira (14), a Defesa Civil já tinha interditado os elevadores do condomínio onde o acidente aconteceu. De acordo com o coronel Kelson de Assis, coordenador da Defesa Civil Municipal, a interdição foi motivada por pedido do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (CREA-PB). Ao ser procurada pelo g1, a construtora responsável informou que a interdição fica por conta da administração do condomínio, que não foi localizada até o momento. Mulher ficou paraplégica após acidente Elevador de prédio cai e deixa feridos no bairro do Altiplano, em João Pessoa Uma mulher de 36 anos, que estava no elevador no momento em que o equipamento despencou, ficou paraplégica porque teve uma lesão na coluna. Na quinta-feira (14), ela passou por uma cirurgia no Hospital Nossa Senhora das Neves e tem quadro clínico estável. A mulher estava acompanhada dos filhos, duas crianças de 3 e 5 anos, respectivamente, mas que foram atendidas e tiveram alta do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Segundo o diretor do Trauma, para onde a mulher foi socorrida, o diagnóstico de paraplegia foi constatado pelo setor responsável do hospital e a família da paciente foi informada. A construtora do condomínio informou, em nota, que "a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos de uso comum, incluindo os sistemas de elevação, recai integralmente sobre o condomínio a partir do momento em que os moradores passam a fazer uso regular desses equipamentos" e que "permanece à disposição das autoridades competentes e da administração condominial para colaborar com as apurações em curso". A administração do condomínio informou, em nota, que a prioridade, após o desabamento, foi o atendimento à mulher e às duas crianças feridas na queda do elevador e que prestou apoio imediato às famílias. O condomínio afirmou que problemas técnicos nos elevadores são registrados desde a entrega do empreendimento e que, diante da falta de solução definitiva, acionou a Justiça para pedir a substituição dos equipamentos. Elevador interditado após um equipamento desabar com mulher dentro, em João Pessoa TV Cabo Branco Segundo Laécio Bragante, diretor do Trauma, a paciente é estrangeira e a família solicitou a transferência dela para um hospital particular em João Pessoa. “O diagnóstico de paraplégica foi confirmado e diagnosticado através de tomografia e outros exames feitos pelo setor de neurocirurgia. Apesar da solicitação de transferência, já tem programação cirúrgica para estabilização da coluna da paciente. Quando há um trauma desse, é preciso fazer a estabilidade nas vértebras para não haver dano adicional à medula. Essa cirurgia é feita colocando placas laterais para a coluna ficar estável, alinhando pelo menos três vértebras”, afirmou o diretor. Uma vizinha confirmou à TV Cabo Branco que a mulher é natural do Suriname, mas a família mora na Holanda. Ela trabalha em regime remoto e se mudou para João Pessoa com os dois filhos, de três e cinco anos, por gostar do clima da cidade. As crianças ficaram sob os cuidados de um morador do condomínio, amigo da mulher, e permanecem no apartamento dela. Condomínio já havia processado construtora por falhas estruturais Antes da queda do elevador, o condomínio já havia acionado a construtora GGP na Justiça. O processo tramita na 7ª Vara Cível da Capital e aponta supostos problemas estruturais e falhas recorrentes nos elevadores. Um laudo ao qual a Rede Paraíba teve acesso indica a necessidade de substituição integral dos equipamentos. Na ação, o condomínio relata travamentos, interrupções, falhas em sistemas de segurança e episódios anteriores envolvendo elevadores. Procurada, a construtora disse, em nota, que "a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos de uso comum, incluindo os sistemas de elevação, recai integralmente sobre o condomínio a partir do momento em que os moradores passam a fazer uso regular desses equipamentos" e que "permanece à disposição das autoridades competentes e da administração condominial para colaborar com as apurações em curso". Sobre as alegações do condomínio de falhas estruturais e sobre o processo na Justiça, a construtora não respondeu até a última atualização desta reportagem. No processo movido pelo condomínio, houve a denúncia de "vícios estruturais nos elevadores" mesmo após a entrega do empreendimento, ocorrida em setembro de 2023. Entre os problemas relatados estão incêndio no fosso do elevador do Bloco B, queda abrupta de um elevador no Bloco D, travamentos, interrupções constantes e falhas em sistemas de segurança. Em janeiro de 2025, a Justiça determinou a troca dos elevadores, mas a construtora recorreu, e o processo segue em andamento. Laudo de 2026 aponta falhas O documento, elaborado entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, lista várias inconformidades no elevador do Bloco B, incluindo problemas considerados de alta prioridade e risco à segurança dos moradores. Neste bloco, inclusive, houve o desabamento do elevador, que feriu as três pessoas. Entre os principais problemas encontrados estão a ausência de sinalização de segurança e de controle de acesso à casa de máquinas do elevador, falta de extintor de incêndio adequado, inexistência de iluminação de emergência e falhas no aterramento elétrico do sistema. O laudo também registrou ausência de ventilação adequada, problemas de organização da instalação elétrica e ausência de dispositivos de resgate emergencial. O documento aponta ainda que a máquina de tração do elevador, “não atende à capacidade de peso de toda a estrutura e não atende às normas de segurança”. O laudo recomendou a substituição completa do equipamento. A pendência foi classificada com prioridade “alta”. O desabamento Um elevador despencou do terceiro andar de um prédio em um condomínio residencial no bairro do Altiplano, em João Pessoa, no fim da tarde desta quarta-feira (13). Dentro da cabine estavam uma mulher e duas crianças. Após a queda, as vítimas ficaram presas no fosso do elevador. Moradores do condomínio conseguiram abrir a porta da cabine do elevador e iniciaram o resgate por conta própria, antes da chegada das equipes de socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender a ocorrência. Segundo relatos de moradores, a mulher foi retirada do elevador apresentando ferimentos e reclamando de dores pelo corpo, as crianças apresentavam ferimentos leves. Resgate da mulher no elevador no Altiplano Reprodução/TV Cabo Branco Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba +-

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