Messias chega a sabatina com expectativa de aprovação apertada e discurso de 'pacificador' no STF
O ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (CGU), deve enfrentar uma sabatina longa e uma votação apertada para chegar ao Supremo Tribunal Federal...
O ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (CGU), deve enfrentar uma sabatina longa e uma votação apertada para chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF). Assista acima ao comentário no Bom Dia Brasil. Até existe o risco de derrota na votação no plenário do Senado, mas é improvável. Interlocutores do governo Lula e do Supremo acreditam na aprovação. Messias precisará do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. Seu amigo André Mendonça, ex-ministro de Jair Bolsonaro, passou com 47 em 2021. O mesmo número foi obtido por Flávio Dino em 2023. Lula anunciou em novembro de 2025 que indicaria Messias, o que desagradou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Passaram-se cinco meses até que o presidente oficializasse a indicação, aguardando um momento mais favorável. Nos últimos dias, Messias e aliados intensificaram a campanha de votos. O ministro se reuniu com Alcolumbre, mas não conseguiu dele a promessa de que trabalharia pela sua aprovação. 'Minha identidade é evangélica, mas tenho clareza de que o Estado é laico', diz Messias O que esperar de Messias no STF Além do placar da votação, causa expectativa também o papel que Messias pretende desempenhar no STF caso seja confirmado. Segundo interlocutores, ele se coloca como uma espécie de “pacificador”. A leitura é que o tribunal vive hoje um momento de desgaste de imagem e de tensões internas, e que Messias chegaria com a proposta de fazer interlocução entre diferentes alas. Ele tem relação com ministros indicados por governos distintos, como Cristiano Zanin, escolhido por Lula, e André Mendonça, o que reforça essa capacidade de transitar entre grupos. A intenção dele, segundo aliados, é não se vincular formalmente a nenhum bloco. Hoje, embora não haja divisões oficiais, existem grupos informais dentro do STF, e Messias quer evitar esse alinhamento. Na prática, interlocutores reconhecem que o histórico dele aponta para uma linha mais garantista, com posições que, em vários momentos, se aproximam das defendidas por ministros como Gilmar Mendes.