Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis
Moradores relatam dificuldades no SUS em Teresópolis para cirurgias e acesso a medicamento A moradora de Teresópolis, Região Serrana do Rio, Kátia Cristina ...
Moradores relatam dificuldades no SUS em Teresópolis para cirurgias e acesso a medicamento A moradora de Teresópolis, Região Serrana do Rio, Kátia Cristina Pereira, relata dificuldades para conseguir um medicamento de alto custo, a enoxaparinaa injetável, necessário para o tratamento da Síndrome Antifosfolípide (SAF), uma doença autoimune que faz o sistema imunológico produzir anticorpos que aumentam a formação de coágulos no sangue. A condição eleva o risco de tromboses, embolias e outras complicações vasculares. Segundo a paciente, o remédio precisa ser usado diariamente para reduzir o risco de novos episódios. Kátia afirma que já sofreu múltiplas tromboses ao longo da vida e depende da medicação para evitar agravamentos do quadro. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. De acordo com ela, algumas doses chegaram a ser fornecidas pela Prefeitura, mas, no último mês, não foi possível manter o tratamento de forma regular por falta do medicamento. Em pesquisa nas farmácias de Teresópolis, Kátia relatou que o custo diário com a medicação seria de R$680,00. O secretário municipal de Saúde, Fábio Gallote, explicou como funciona a oferta de medicamentos especiais pelo município e os procedimentos adotados pela rede pública. “Existem os medicamentos crônicos que são utilizados que têm na nossa rede municipal. Os de alto custo, são enviados pelo Estado, mediante cadastro. Já os medicamentos judicializados, que fazemos a compra e distribuição conforme determinação da justiça”, relatou o secretário. Kátia ingressou com um pedido judicial, por meio da Defensoria Pública, para garantir o acesso ao medicamento. No entanto, ela ainda aguarda uma decisão sobre o caso. A Defensoria Pública informou que as regras para fornecimento de medicamentos por determinação judicial passaram por mudanças. Antes, decisões judiciais permitiam o bloqueio de recursos públicos para que os próprios pacientes comprassem os remédios. Atualmente, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão está restrita, em regra, aos medicamentos previstos nas listas do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, para medicamentos não incorporados ao SUS, é necessário comprovar que não existem alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública e que há justificativa técnica para o fornecimento. Outra mudança é que os valores não são mais repassados diretamente aos pacientes, cabendo ao Judiciário intermediar a aquisição dos produtos. Enquanto aguarda a análise do pedido, Kátia tem recorrido a campanhas de arrecadação na internet para conseguir comprar o medicamento e manter o tratamento. A paciente segue buscando a ajuda da Defensoria Pública e da Secretaria de Saúde, para a solução do problema. Saúde em Teresópolis Reprodução Inter TV