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MPF cobra explicações da União após domínio do Comando Vermelho em garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé (MT)

Facção entra em garimpo ilegal, que não para de avançar sobre terra indígena em Mato Grosso O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento ...

MPF cobra explicações da União após domínio do Comando Vermelho em garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé (MT)
MPF cobra explicações da União após domínio do Comando Vermelho em garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé (MT) (Foto: Reprodução)

Facção entra em garimpo ilegal, que não para de avançar sobre terra indígena em Mato Grosso O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar o cumprimento de uma decisão judicial que determinou a adoção de medidas para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, e determinou que a União apresente andamento das ações na região. O território indígena se tornou um dos mais devastados do país em razão da exploração ilegal de ouro, que se intensificou nos últimos dois anos com a presença de integrantes de facção criminosa do Comando Vermelho. O MPF solicitou que a União, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apresentem, no prazo de 15 dias, informações sobre as ações adotadas para cumprir a decisão judicial proferida em 2022. O g1 entrou em contato com os órgãos citados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Segundo o MPF, o procedimento foi aberto após a constatação de que ainda não houve o cumprimento efetivo da sentença. Os órgãos também deverão esclarecer a suposta falta de articulação na execução do plano de proteção da terra indígena. A medida foi formalizada em portaria assinada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, e publicada no Diário Oficial desta terça-feira (8). A decisão é resultado de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal em 2017 contra a União, Funai, ANM, Ibama e Incra. Na ocasião, a Justiça determinou que os órgãos elaborassem e executassem um plano de ação voltado ao enfrentamento do garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé. Conforme a portaria, durante a fase de cumprimento da sentença, os órgãos públicos não comprovaram a efetiva execução das obrigações impostas pela Justiça. O documento também informa que a iniciativa atende a um pedido da Procuradoria da República em Cáceres, responsável pela atuação no caso, que solicitou apoio para definir estratégias e acompanhar a implementação das medidas previstas no plano de ação. Avanço do garimpo e atuação do crime organizado Garimpos ilegais em Sararé, terra indígena de MT mais devastada do país Reprodução JN Investigações da Polícia Federal, o garimpo conhecido como Cururu, um dos principais pontos de extração ilegal de ouro dentro da terra indígena, passou a ser controlado por integrantes da facção criminosa. Ao longo de 2025, diversas operações de combate ao garimpo ilegal foram realizadas na região, resultando na destruição de maquinário e de acampamentos utilizados na atividade. Em agosto do mesmo ano, uma operação integrada envolvendo órgãos federais e de três estados foi deflagrada com o objetivo de intensificar o enfrentamento ao garimpo. Dados de monitoramento apontam que o território registrou 1.814 alertas de atividade garimpeira, o maior número entre as terras indígenas brasileiras. De acordo com as forças de segurança, a proximidade da área com a fronteira da Bolívia transformou a região em uma rota estratégica para o tráfico de drogas. A partir de 2022, grupos criminosos passaram a ampliar sua atuação no território e, em 2024, avançaram sobre a atividade garimpeira, utilizando a exploração ilegal de ouro como fonte de financiamento.

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