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Nasi transforma rock em samba com IA e, sim, o som artificial é bem melhor do que o registro humano original de 2006

Nasi no clipe da música 'Corpo fechado', rock que ele transformou em samba com recursos de IA para o álbum 'nAsI – Artificial intelligence' Reprodução / V...

Nasi transforma rock em samba com IA e, sim, o som artificial é bem melhor do que o registro humano original de 2006
Nasi transforma rock em samba com IA e, sim, o som artificial é bem melhor do que o registro humano original de 2006 (Foto: Reprodução)

Nasi no clipe da música 'Corpo fechado', rock que ele transformou em samba com recursos de IA para o álbum 'nAsI – Artificial intelligence' Reprodução / Vídeo ♫ CRÍTICA DE SINGLE Título: Corpo fechado Artista: Nasi Cotação: ★ ★ ★ 1/2 ♬ Em 2006, quando lançou o álbum “Onde os anjos não ousam pisar”, Nasi apresentou o rock “Corpo fechado” em atmosfera sombria, com uns batuques que soaram como aliens no arranjo da faixa. Vinte anos depois, Nasi reapresenta “Corpo fechado” como um samba de cadência tradicional que evoca a prosódia dos partidos altos de Martinho da Vila e de outros bambas da década de 1970. E o resultado da releitura é melhor do que o registro original da música em 2006. O detalhe – e esse detalhe faz toda a diferença – é que a transformação de “Corpo fechado” em samba é obra da IA. Sim, o uso da IA é o mote do próximo álbum do cantor e compositor paulista, “nAsI – Artificial intelligence”, previsto para ser lançado neste primeiro semestre de 2026. Programado para sexta-feira, 23 de janeiro, dia do 64º aniversário de Nasi, o single “Corpo fechado” é a primeira boa amostra do álbum “nAsI – Artificial intelligence”. Também criada com IA, a capa do single “Corpo fechado” mostra Nasi rejuvenescido, na Lapa, bairro boêmio da zona central da cidade do Rio de Janeiro (RJ), território do samba desde os anos 1930. Resta saber como resultaram as outras ainda inéditas transformações do álbum “nAsI – Artificial intelligence”. O rock “Ogum” (Nasi, 2010) teria ficado com levada porto-riquenha enquanto “Feitiço na rua 23” (Nasi e Nivaldo Campopiano, 2012) teria virado trap. Já “Poeira nos olhos” (1995), música composta por Nasi a partir do tema de jazz “Equinox” (John Coltrane, 1964) e gravada pelo cantor com o grupo Irmãos do Blues, teria ganhado molho afro-cubano, além de ter tido o título alterado pela IA para “Polvo en los ojos” em tradução literal para o espanhol, idioma dominante no mercado de música latina. Na teoria, tudo parece estranho, assustador até. Contudo, o bom resultado do single “Corpo fechado” mostra que é preciso abrir os ouvidos, sem pré-conceitos, para as possibilidades musicais da IA. Até o momento, por tudo que já se ouviu com produção artificial, parece que nenhum recurso de IA conseguirá atingir a originalidade e a genialidade da criação musical humana, mas isso não impede que, embaralhando a criatividade dos humanos em músicas do passado, a IA consiga produzir sons interessantes no presente. O “Corpo fechado” de Nasi é exemplo do bom uso da IA na música. Capa do single 'Corpo fechado', de Nasi Divulgação

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