Padrasto suspeito de matar menina envenenada estava sem paciência com a criança, diz mãe
Padrasto suspeito de envenenar enteada que morreu vai continuar preso, decide Justiça O padrasto suspeito de ter envenenado Weslenny Rosa Lima, a enteada de 9 ...
Padrasto suspeito de envenenar enteada que morreu vai continuar preso, decide Justiça O padrasto suspeito de ter envenenado Weslenny Rosa Lima, a enteada de 9 anos, em Alto Horizonte, no norte de Goiás, vinha demonstrando impaciência com ela e com o irmão dela, filhos de Nábia Rosa Pimenta Mateus, com quem ele tinha um relacionamento há cerca de cinco meses. A informação é da própria mãe. Ronaldo Alves de Oliveira foi preso preventivamente pela polícia. "De um certo tempo pra cá, ele já deixava bem notável uma falta de paciência com os meninos. Aí, ele já nem mexia. Já deixava mais abandonado pra lá. Eu falava 'não. Larga os meus meninos. Pode deixar que dos meus filhos eu mesma vou cuidar'", disse Nábia, em entrevista à TV Anhanguera. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O g1 procurou a defesa de Ronaldo, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Para a TV Anhanguera, a defesa disse que ele está colaborando com a apuração dos fatos e que a investigação está em fase inicial, sendo necessária a apuração técnica e a imparcialidade dos acontecimentos. Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, morreu após passar mal horas depois de um jantar em família, em Alto Horizonte (GO) Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM Padrasto colocou veneno no arroz e serviu à menina que morreu após jantar com a família, diz polícia Menina que morreu com suspeita de envenenamento: Gatos da vizinhança foram encontrados mortos Padrasto é preso suspeito de matar menina de 9 anos envenenada durante jantar com a família O irmão de Weslenny, de 8 anos, também foi envenenado, mas sobreviveu. Ele foi levado para o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, onde continua internado. Na mesma entrevista à TV, Nábia contou que vinha dizendo ao namorado que não queria continuar o relacionamento, "que não dava mais". Ronaldo, porém, não aceitava o fim. "Meu medo é esse. Se, para achar uma maneira de me atacar, ele ter atacado eles", afirmou. Veneno no arroz O caso aconteceu na noite do dia 27 de março, sexta-feira passada, quando a família jantou. Segundo a polícia, Ronaldo foi o responsável por colocar veneno no arroz e servir à criança durante a refeição. Segundo o delegado do caso, Domênico Rocha, a perícia confirmou que o arroz encontrado no jantar da família tinha um veneno popularmente conhecido como chumbinho. As sobras dessa comida foram descartadas no lixo e ingerida por gatos que estavam na casa. Quatro animais foram encontrados mortos. Segundo a polícia, eles consumiram a mesma substância que matou a menina. "Os laudos periciais acusaram que o grânulo preto no arroz realmente se tratava de chumbinho e que os animais morreram intoxicados pelo mesmo veneno", disse Domênico. Quando passou mal, Weslenny apresentou dores, vômito e crises convulsivas. A mãe contou que a filha disse que não estava aguentando e pediu para que levassem ela ao hospital. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.