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Polícia faz buscas na casa de terceirizado em investigação de remédios desviados no Acre

Polícia fez buscas na Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF) da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) Arquivo/Polícia Civil A Divisão de Assistência...

Polícia faz buscas na casa de terceirizado em investigação de remédios desviados no Acre
Polícia faz buscas na casa de terceirizado em investigação de remédios desviados no Acre (Foto: Reprodução)

Polícia fez buscas na Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF) da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) Arquivo/Polícia Civil A Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF) da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) e a casa de um trabalhador terceirizado da unidade passaram por buscas da Polícia Civil durante mais uma etapa da investigação que apura possíveis desvios de remédios e insumos dos hospitais do Acre. Não houve prisões, mas o delegado Igor Brito, que integra a investigação, afirmou ao g1 que pediu o afastamento cautelar do funcionário terceirizado que atua no almoxarifado da DAF. O g1 entrou em contato com a Sesacre e aguarda retorno. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A Polícia Civil ainda investiga qual seria o envolvimento do alvo das buscas no esquema e vai analisar os materiais que foram encontrados na residência dele, localizada no bairro Universitário. Polícia encontra remédios desviados de hospitais em depósito no Centro de Rio Branco LEIA TAMBÉM Idoso é preso com remédio desviado da rede pública de saúde do AC; casa funcionava como farmácia clandestina Caminhonete que teria sido utilizada em desvio de remédios é apreendida no AC Polícia pediu afastamento cautelar de terceirizado que atua no almoxarifado da DAF Arquivo/Polícia Civil Os investigadores localizaram e apreenderam medicamentos na casa, mas, segundo Brito, inicialmente, não têm relação com o suposto esquema criminoso. Desde o início da apuração a polícia trabalhava com a hipótese do envolvimento de servidores da Sesacre, dada a amplitude dos desvios, conforme o que já foi apurado. Segundo a secretaria, foram detectados indícios de que foram desviados medicamentos do Pronto-Socorro, Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Os desvios são estimados em mais de R$ 1 milhão. Casa de funcionário, no bairro Universitário, foi alvo de buscas da polícia Arquivo/Polícia Civil Depósito encontrado No último dia 14, a Polícia Civil descobriu um depósito clandestino usado para armazenar os materiais possivelmente desviados. A ação ocorreu na Rua Eduardo Asmar, região da Gameleira, Segundo Distrito de Rio Branco. As equipes policiais cumpriram mandados judiciais no depósito e também em uma clínica da Baixada da Sobral, que pertence ao empresário e ex-deputado estadual, Raimundo Correia da Costa, mais conhecido como Raimundinho da Saúde. O primeiro alvo dos policiais foi o depósito na Gameleira. O estabelecimento estava fechado e não tinha ninguém dentro. Os medicamentos e materiais hospitalares estavam armazenados em caixas de papelão e sacos de lixo. Uma equipe da Rede Amazônica Acre acompanhou a ação. A reportagem apurou que havia sensor de glicose, caixas de luvas, ampolas de remédios, seringas, algodão, dentre outros insumos no depósito. Havia várias caixas violadas, embalagens de insumos abertos e materiais espalhados no estabelecimento. Um caminhão foi usado para retirar as caixas do local e levar para um depósito da Polícia Civil para contabilização. Caminhão foi utilizado para retirar o material apreendido e levar para uma depósito da Polícia Civil Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre Farmácia clandestina No dia 5 de janeiro, equipes do Departamento de Polícia Civil da Capital e do Interior (DPCI) cumpriram um mandado de busca e apreensão em uma casa no Beco da Glória, região da Baixada da Sobral, e encontraram diversas caixas de remédios para tratamento contra câncer, para hemodiálise, controlados, dentre outros, além de gazes, luvas, fraldas descartáveis e outros materiais hospitalares. Um homem de 74 anos que estava na residência foi preso e levado para delegacia. Ele acabou solto no dia seguinte durante audiência de custódia e aguarda o andamento das investigações usando tornozeleira eletrônica. Após a prisão, a Polícia Civil informou que investiga o envolvimento de funcionários públicos no esquema e que o descaminho dos materiais começou em 2023, mas a investigação só começou há dois meses, no final de 2025. Foram encontrados ainda remédios na casa de suspeito de 74 anos Arquivo/Polícia Civil Segundo a investigação, na casa funcionava uma farmácia clandestina e a pessoa presa seria o receptador da medicação. "Acredita-se que o valor dos medicamentos ultrapasse até um milhão de reais. A Polícia Civil vai continuar a realizar o trabalho investigativo, as diligências para continuar a aprofundar a investigação", explicou em entrevista coletiva o delegado Igor Brito. No dia 7 de janeiro, um servidor público foi levado à delegacia para prestar depoimento durante cumprimento de mandados de busca e apreensão da Polícia Civil. Ele teve o celular apreendido. A polícia não divulgou detalhes sobre a revista na casa do servidor público, contudo, confirmou que foram encontradas provas no telefone sobre o desvio de remédios. O g1 apurou que a polícia também esteve na casa do idoso preso no início da operação e apreendeu mais de R$ 20 mil em espécie, dólares e outras moedas estrangeiras, e morfina. A mulher do suspeito foi levada para a delegacia para prestar esclarecimento. Início da apuração Ao g1, a Sesacre informou que a operação ocorreu a pedido da pasta após 'identificação de indícios de furto de medicações e insumos em unidades de saúde'. Durante entrevista coletiva, no dia 5 de janeiro, o secretário Pedro Pascoal disse que os desvios tiveram impactos no atendimento ao público. "O Estado se planejava para fazer aquela aquisição, aquela quantidade específica de medicamento e nunca era suficiente para as patologias, doenças, diagnósticos e, enfim, no consumo dos nossos pacientes, das nossas unidades de saúde. E isso deu um start [na investigação]", afirmou. Idoso é preso com remédio desviado da rede pública de saúde do AC Extensão do esquema Enquanto apura o envolvimento de servidores, a polícia também tenta levantar informações de unidades de saúde do interior do estado para saber se os desvios chegaram aos municípios. "Vamos agora fazer o levantamento da apreensão de todos os medicamentos. Quando fizermos toda essa discriminação de todos esses medicamentos, nós vamos levar para o secretário, levar, provavelmente, também às prefeituras -- porque ali [casa onde ocorreu a apreensão] funcionava como um armazém -- pode ser que tenha medicamentos de outras prefeituras, ou da prefeitura da capital. Fizemos a apreensão, e existia ali medicamentos que não foram comprovados a origem", acrescentou o delegado geral. Os investigadores também irão apurar qual era o fluxo dos medicamentos desviados, se eram comercializados e quem seriam os possíveis clientes. Polícia estima que havia R$ 1 milhão em medicamentos em armazém clandestino Arquivo pessoal Reveja os telejornais do Acre

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