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Polícia investiga por que dois agentes mataram um comerciante no Rio; câmeras corporais desmentem versão de PMs

Em quinze estados policiais militares usam câmeras corporais Polícias de 15 estados adotaram as câmeras corporais. No Rio de Janeiro, todos os agentes da PM ...

Polícia investiga por que dois agentes mataram um comerciante no Rio; câmeras corporais desmentem versão de PMs
Polícia investiga por que dois agentes mataram um comerciante no Rio; câmeras corporais desmentem versão de PMs (Foto: Reprodução)

Em quinze estados policiais militares usam câmeras corporais Polícias de 15 estados adotaram as câmeras corporais. No Rio de Janeiro, todos os agentes da PM são obrigados a trabalhar com esse equipamento e, como revelou o Fantástico, isso ajudou a esclarecer o assassinato de um comerciante no Rio de Janeiro. As câmeras corporais protegem quem age dentro da lei e expõem quem erra. Quinze estados já adotam essa tecnologia nos uniformes dos policiais, segundo o último levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A PM do Rio tem quase 14 mil equipamentos. Na semana passada, duas dessas câmeras registraram a execução do comerciante Daniel Patrício Oliveira. Dois policiais ficaram dentro do carro, à espera de Daniel, por uma hora e 13 minutos. Durante esse tempo, os PMs recebiam informações de uma pessoa ainda não identificada pela investigação. Um deles desce da viatura e atira. Logo após o crime, os policiais combinaram uma versão: "A gente fala que na tentativa de abordagem o elemento tentou jogar o carro contra a guarnição”. Essa versão foi repetida para os moradores, para os superiores deles e na delegacia. A motivação do crime ainda é investigada. Os dois policiais foram presos depois que a Corregedoria da PM analisou as imagens. O sargento Rafael Assunção Marinho e o cabo Rodrigo da Silva Alves respondem por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Polícia investiga por que dois agentes mataram um comerciante no Rio; câmeras corporais desmentem versão de PMs Jornal Nacional/ Reprodução Em 2025, Rafael Marinho foi nomeado para a comissão que fiscaliza contratos da Polícia Militar com uma das empresas que fornecem as câmeras para o governo. O Rio foi obrigado a adotar as câmeras corporais em 2022, por determinação do Supremo Tribunal Federal, que considerava alto o número de mortes por intervenção policial. O número de casos caiu depois que a medida passou a valer. Mas a Secretaria de Segurança do estado ainda analisa se a queda tem relação com o uso da tecnologia. Santa Catarina foi o primeiro estado a usar as câmeras corporais. Começou em 2019. Mas, em 2024, o governo decidiu encerrar o uso dos equipamentos. No ano seguinte, houve uma escalada no número de mortes provocadas pela polícia. A PM catarinense disse que está fazendo mais operações e que isso naturalmente amplia a exposição ao risco. Em São Paulo, a Polícia Militar tem 14,1 mil câmeras corporais. Nas polícias federais, as câmeras estão sendo implementadas aos poucos. "As imagens das câmeras corporais têm inúmeras funções. Desde o aprimoramento dos protocolos até fins correcionais. Naqueles casos em que é observado indícios de crime ou dolo por parte dos policiais, investigações sejam desencadeadas. E, do outro lado, essas imagens constituem também uma prova técnica fundamental para aqueles bons policiais que estão agindo conforme os protocolos e têm ali nessas imagens uma produção de prova técnica”, diz Leonardo Silva, coordenador temático do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. LEIA TAMBÉM Imagens exclusivas de câmeras corporais mostram PMs monitorando empresário antes de morte na Pavuna Monitoramento por mais de 1h e sem ordem de parada: vídeos contradizem versão de PMs sobre morte de empresário na Pavuna

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