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Posto é condenado a pagar R$ 154 mil após abastecer Arla 32 em tanque de diesel

Erro ao abastecer Arla 32 danifica motor de Jeep, e posto é condenado em MS Marcello Casal Jr/Agência Brasil Um posto de combustíveis foi condenado pela Just...

Posto é condenado a pagar R$ 154 mil após abastecer Arla 32 em tanque de diesel
Posto é condenado a pagar R$ 154 mil após abastecer Arla 32 em tanque de diesel (Foto: Reprodução)

Erro ao abastecer Arla 32 danifica motor de Jeep, e posto é condenado em MS Marcello Casal Jr/Agência Brasil Um posto de combustíveis foi condenado pela Justiça a pagar R$ 139,8 mil por danos materiais e R$ 15 mil por danos morais a um cliente que teve o motor do carro danificado após o abastecimento incorreto de Arla 32 no tanque destinado ao óleo diesel. A decisão foi tomada pelo juiz Felipe Brigido Lage, em substituição legal, da 2ª Vara Cível e Criminal de Camapuã. ⚠️ O Arla 32 não é combustível nem deve ser misturado ao diesel. Ele é um líquido usado em veículos a diesel equipados com o sistema de redução de emissões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Agora no g1 O caso aconteceu em 10 de junho de 2023, quando o motorista viajava de Campo Grande para Ponta Porã e parou no posto para abastecer o veículo, um Jeep, que tinha cerca de 20 mil quilômetros rodados e ainda estava dentro do período de garantia. Segundo o processo, o motorista pediu o abastecimento de Arla 32 e estacionou próximo à bomba específica para o produto. Enquanto o frentista fazia o serviço, ele se afastou por alguns instantes para pegar água. O motor do veículo permaneceu ligado para manter o ar-condicionado funcionando para os familiares que estavam dentro do carro. Pouco depois, o veículo desligou sozinho e apareceu no painel um alerta indicando impureza no sistema de combustível. Arla foi colocado no tanque de diesel Conforme o relato apresentado à Justiça, o frentista não informou imediatamente que o Arla 32 havia sido colocado no tanque de diesel. Em vez disso, teria orientado o motorista a completar o tanque com óleo diesel, sob a justificativa de que isso poderia diluir uma possível impureza. O carro foi levado posteriormente a uma concessionária da Jeep. Uma perícia apontou que o abastecimento do Arla 32 no reservatório destinado ao diesel provocou calço hidráulico e danos graves ao motor. O laudo também apontou que o veículo estava com o motor ligado durante o abastecimento. Para a Justiça, porém, a principal causa dos danos foi a colocação do Arla 32 no tanque errado. Na decisão, o juiz entendeu que houve falha na prestação do serviço e que não ficou comprovada culpa do consumidor pelo problema. O que é o Arla 32? O produto é composto por 32,5% de ureia de alta pureza e 67,5% de água desmineralizada. Ele é armazenado em um tanque separado do combustível, geralmente identificado por uma tampa azul. Quando o veículo está em funcionamento, o Arla 32 é utilizado no sistema de tratamento dos gases do escapamento. A substância ajuda a reduzir a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx), gases poluentes produzidos pela queima do diesel. Por isso, o Arla deve ser colocado somente no reservatório específico. O abastecimento no tanque de diesel pode provocar danos aos componentes do sistema de combustível e gerar um prejuízo elevado. Quais foram os valores da condenação? A Justiça reconheceu diferentes despesas apresentadas pelo proprietário do veículo. Foram considerados: R$ 125 mil pelos reparos realizados no veículo pela concessionária; R$ 5.040 pela locação de outro veículo durante o período em que o carro ficou parado; R$ 9.853,20 gastos com a produção antecipada da perícia. Somados, os valores chegaram a R$ 139.893,20 em danos materiais. Além disso, o juiz fixou R$ 15 mil por danos morais. A decisão levou em consideração que o proprietário ficou mais de seis meses sem poder usar o veículo e, segundo a sentença, não recebeu assistência suficiente da empresa para reduzir os prejuízos. Também foi considerado o fato de o consumidor ter precisado recorrer à Justiça para produzir a prova pericial e depois entrar com a ação de indenização. Seguradora também foi condenada A seguradora que fazia parte do processo também foi responsabilizada pelos danos materiais, mas a obrigação ficou limitada a R$ 50 mil, que era o limite máximo de indenização previsto na apólice. Já os R$ 15 mil de danos morais ficaram exclusivamente sob responsabilidade do posto. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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