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Primeiro caso de praga em plantações de frutas cítricas é identificado no interior do Acre

Primeiro caso da doença é confirmado no Acre e Idaf intensifica vigilância O Acre confirmou o primeiro caso de cancro cítrico em produções no Alto Acre, nos mun...

Primeiro caso de praga em plantações de frutas cítricas é identificado no interior do Acre
Primeiro caso de praga em plantações de frutas cítricas é identificado no interior do Acre (Foto: Reprodução)


Primeiro caso da doença é confirmado no Acre e Idaf intensifica vigilância O Acre confirmou o primeiro caso de cancro cítrico em produções no Alto Acre, nos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, no interior do estado. A praga afeta plantações como laranja e limão e é caracterizada por lesões ásperas e salientes, não somente nas folhas, como também nos ramos e, principalmente, nos frutos. Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), a suspeita é que a praga tenha entrado no estado através de mudas clandestinas vindas de São Paulo. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Citrícola do Idaf, Ana Cláudia Alves D’Abadia, como o cancro cítrico afeta os frutos da planta, acaba prejudicando a comercialização da produção. “Quem vai comercializar, por mais que não cause doença nos seres humanos, o fruto não fica com um aspecto visual agradável. Então, diminui a comercialização, porque o consumidor sempre vai preferir um fruto mais bonito, sem lesões. O produtor, principalmente comercial, tem bastante prejuízo com essa doença, se ela chegar aos pomares comerciais”, afirmou. Primeiro caso de cancro cítrico é confirmado em plantações de laranja e limão no Acre Sandra Tereza/Idaf O instituto faz uma investigação epidemiológica para identificar as possíveis vias de introdução e disseminação nas áreas afetadas. “Esses produtores relataram que adquirem mudas de outros estados e essa doença já está bem disseminada em outros estados do país. Então, ela vem a longas distâncias, principalmente por material contaminado, que seria um maquinário e, à curta distância, tem uma disseminação pela água, pelo vento”, explicou. LEIA MAIS: Foco de bactéria que causa perda de bananeiras é encontrado no interior do Acre Segundo caso de bactéria que causa perda de bananeiras é detectado no interior do Acre Praga do cacau e cupuaçu: Nova suspeita de monilíase é investigada no interior do Acre Conforme a especialista, a alta umidade e alta temperatura do estado favorecem a disseminação e aumento da bactéria na região onde foi identificada. “Essa bactéria, ela especificamente sobrevive somente em plantas cítricas. Então, se você tem plantas cítricas próximas, existe o risco de alguma ser contaminada e o foco se desenvolver ali e aumentar”, alertou. Ainda de acordo com a coordenadora, a orientação, depois da confirmação de contaminação, é a eliminação das plantas afetadas, sendo toda a produção ou, pelo menos, a planta que foi contaminada. Após isso, a região deve ser monitorada para evitar uma nova disseminação. “Quando você retira todas as plantas, diminui a probabilidade desse foco aumentar. O produtor pode também eliminar a planta doente e passar a fazer um controle fitossanitário, principalmente com produtos à base de cobre, recomendado por um engenheiro agrônomo, as doses corretas, para fazer o controle dessa doença”, detalhou. Cancro cítrico é uma doença bacteriana que causa lesões nos frutos e foi identificada em cultivos nos municípios de Brasileia e Epitaciolândia Sandra Tereza/Idaf Reveja os telejornais do Acre

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