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Projeto usa cabelos descartados por salões para ajudar na despoluição da Baía de Guanabara

Projeto usa cabelo para ajudar na limpeza da Baía de Guanabara Cabelos que normalmente seriam descartados como lixo em salões de beleza e barbearias estão ganha...

Projeto usa cabelos descartados por salões para ajudar na despoluição da Baía de Guanabara
Projeto usa cabelos descartados por salões para ajudar na despoluição da Baía de Guanabara (Foto: Reprodução)


Projeto usa cabelo para ajudar na limpeza da Baía de Guanabara Cabelos que normalmente seriam descartados como lixo em salões de beleza e barbearias estão ganhando uma nova função no Rio de Janeiro: ajudar na despoluição da Baía de Guanabara. Pela primeira vez no Brasil, fardos produzidos com cabelos recolhidos em diferentes partes do país foram instalados em uma barreira de contenção de lixo flutuante na Ilha do Fundão, onde fica o campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ao todo, 300 fardos de cabelo foram acoplados à estrutura. O objetivo é contribuir para a filtragem de óleo e de outras substâncias poluentes, como metais pesados, além de proteger os manguezais da região, afetados pela poluição causada por esgoto e resíduos oleosos de embarcações. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Cabelos humanos são usados em barreiras na Ilha do Fundão, perto do campus da UFRJ Reprodução/ GloboNews O projeto é desenvolvido pela ONG Fiotrar e utilizou 240 quilos de cabelo doados de várias regiões do Brasil. Segundo a fundadora da organização, Mariana Robrahn, o material é empregado de diferentes formas no processo de descontaminação. “A gente tem os fardos de cabelo, que são utilizados de uma forma preventiva. Temos as mantas, que são usadas em um eventual derramamento de petróleo, em algum desastre em que possamos atuar. E também temos a atuação do cabelo como meio filtrante”, explicou. As estruturas foram instaladas no fim do mês passado e devem ser substituídas a cada quatro meses. De acordo com a ONG, testes realizados em laboratório mostraram que cada grama de cabelo consegue reter até cinco gramas de óleo. Além da capacidade de absorção, a iniciativa aposta no reaproveitamento de um resíduo que costuma ser descartado diariamente por milhares de estabelecimentos do setor de beleza. “É muito bonito transformar um material que seria jogado no lixo, um material orgânico, em algo que possa ajudar o meio ambiente e contribuir para a despoluição, com uma eficácia muito semelhante à dos materiais utilizados atualmente e que muitas vezes acabam gerando poluição”, afirmou Mariana. Os responsáveis pelo projeto destacam que a tecnologia tem potencial para reduzir custos em ações de descontaminação e ampliar o reaproveitamento de resíduos, aliando sustentabilidade e preservação ambiental. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Barreiras usadas na Baía de Guanabara são feitas de cabelo humano Reprodução/ TV Globo

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