Putin deve intensificar guerra na Ucrânia, apesar de pressão de Trump pela paz, diz agência
Ucrânia faz maior ataque de drones contra a Rússia desde o início da guerra O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está rejeitando os apelos para negociar...
Ucrânia faz maior ataque de drones contra a Rússia desde o início da guerra O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está rejeitando os apelos para negociar a paz com Kiev e deve intensificar a guerra na Ucrânia nos próximos meses, segundo a agência de notícias Reuters. A informação é de três fontes próximas ao Kremlin, ouvidas de forma anônima. De acordo com elas, Putin se mantém firme em seu objetivo principal de capturar o restante da região de Donbas, no leste da Ucrânia, e os ataques de drones ucranianos contra refinarias de petróleo e portos russos reforçaram sua determinação de continuar lutando por enquanto. Uma delas afirma que, recentemente, o presidente russo repreendeu um grupo de assessores que sugeriu um acordo baseado em um cessar-fogo ao longo das atuais linhas de frente. Em junho, Putin rejeitou publicamente um apelo feito pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, por uma reunião e um cessar-fogo. Trump segue pressionando por acordo de paz Putin e Trump se cumprimentam durante encontro no Alasca REUTERS/Kevin Lamarque Há quatro dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu ajuda para buscar uma solução para a guerra na Ucrânia durante uma conversa telefônica de quase 90 minutos com Putin, segundo o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov. "O presidente norte-americano confirmou mais uma vez sua disposição de trabalhar por um rápido fim dos combates e encontrar soluções para superar a crise", disse Ushakov ao comentar a conversa entre Trump e Putin. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ushakov, que classificou a conversa como "profissional e bastante construtiva", afirmou que a Rússia busca "uma resolução político-diplomática do conflito, levando em conta a abordagem fundamental da Rússia". Agora no g1 O assessor também acusou Kiev e seus aliados europeus de "apostar no prolongamento e até mesmo na escalada do conflito, bem como no terrorismo contra civis". A declaração faz referência aos ataques de longo alcance realizados pela Ucrânia contra alvos russos, principalmente ligados à indústria petrolífera, que provocaram escassez de combustível em várias regiões da Rússia. Segundo Ushakov, Putin "descreveu a situação real no campo de batalha, onde as forças armadas russas avançam com confiança, libertando uma localidade após a outra". Na sexta-feira (3), comandantes russos informaram a Putin que as tropas de Moscou haviam capturado a cidade estratégica de Kostiantynivka, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia. No sábado, Zelenskiy contestou a informação e afirmou que as forças ucranianas ainda mantinham o controle da cidade.