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Quem é o médico denunciado por montar 'apartamento' em hospital do Paraná e ameaçar servidores

Entenda a investigação sobre médico que montou 'apartamento' em hospital do PR Rodrigo Felipe Amparado, de 50 anos, está preso preventivamente há nove dias...

Quem é o médico denunciado por montar 'apartamento' em hospital do Paraná e ameaçar servidores
Quem é o médico denunciado por montar 'apartamento' em hospital do Paraná e ameaçar servidores (Foto: Reprodução)

Entenda a investigação sobre médico que montou 'apartamento' em hospital do PR Rodrigo Felipe Amparado, de 50 anos, está preso preventivamente há nove dias, nesta sexta-feira (26). Médico há 22 anos, ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pelos crimes de ameaça, dano emocional à mulher, perseguição, tortura e peculato. A Justiça aceitou a denúncia e o tornou réu pelos cinco crimes. O caso foi registrado em Itaúna do Sul, no Noroeste do estado, onde o médico realiza atendimentos no hospital municipal. No local, segundo o MP, ele também se apropriou de um centro-cirúrgico para montar um quarto para ele e a esposa. A mulher atuava como coordenadora de enfermagem na unidade e foi identificada apenas pelo nome de Maiara. Ao aceitar a denúncia do MP, a Justiça determinou que ela seja afastada do cargo. Em nota, a defesa do casal disse que irá provar "inconsistências" na denúncia. Confira a manifestação completa no fim desta reportagem. ✅ Siga o canal do g1 Maringá e Região no WhatsApp O g1 apurou que Rodrigo se formou em medicina na Universidade de Vassouras, no estado do Rio de Janeiro, em 2004. Conforme o Conselho Federal de Medicina, ele não possui especialidade registrada. O médico foi nomeado no cargo do concurso para o hospital municipal de Itaúna do Sul em março de 2023. Entre as atribuições solicitadas para concorrer à função, o edital destaca conhecimento sobre saúde da mulher, doenças crônico-degenerativas e saúde do idoso, por exemplo. Em Nova Londrina, onde também realiza atendimentos no serviço municipal, está desde 2019. Rodrigo Felipe Amparado é concursado e usou sala de hospital como quarto. Reprodução Leia também: VÍDEO: Motorista é carregado no capô de carro durante briga de trânsito em Curitiba Achou parecido?: Síndico de Curitiba chama a atenção como 'sósia' de Ancelotti Investigação: Mulher de 70 anos viaja para cidade vizinha no Paraná para comprar propriedade e não é vista há mais de uma semana, diz família Investigação A investigação contra Rodrigo começou depois que o MP recebeu denúncias de servidores. As irregularidades apuradas aconteceram entre março e maio de 2026. Com os depoimentos, o MP identificou que Rodrigo instaurou "um ambiente de constantes arbitrariedades" no hospital municipal de Itaúna do Sul. Um dos servidores disse que a rotina no trabalho com Rodrigo era como um "filme de terror". O MP divulgou que a secretária municipal de Saúde de Itaúna do Sul iniciou medidas para corrigir parte das irregularidades identificadas. Entretanto, o médico passou a perseguir a mulher os familiares dela. "[...] ele teria ameaçado torturar a filha da secretária e matar seu marido, chegando, em uma das ocasiões, a exibir uma arma de fogo na cintura ao procurar o familiar da vítima", disse o MP. Rodrigo também é suspeito de montar um quarto com móveis e itens pessoais em um centro-cirúrgico, que estava desativado. O MP identificou que Rodrigo dormia com a esposa no local durante os plantões, enquanto outros médicos usavam uma sala compartilhada. O médico é réu por ameaça, dano emocional à mulher, perseguição, tortura e peculato. A esposa dele é ré por peculato, prevaricação e omissão. 🔎A prevaricação ocorre quando o servidor público realiza ato contra a lei para satisfazer o próprio interesse. Já o peculato, é quando o servidor se apropria de um bem móvel - público ou particular, concedido a partir do cargo que ocupa - para o proveito próprio ou de terceiros. No caso da tortura, foi cometido contra criança ou adolescente. Os detalhes sobre este crime não foram divulgados. O MP citou apenas que a esposa de Rodrigo foi omissa, apesar de ter o dever legal de agir. A prisão preventiva de Rodrigo aconteceu no dia 17 de junho. Ele está preso na Cadeia Pública de Nova Londrina desde então. A esposa dele responde em liberdade. A Justiça decidiu que, além de ser afastada do cargo da coordenação de Enfermagem do hospital municipal de Itaúna do Sul, ela também não pode ir ao prédio da unidade de Sáude, não pode manter contato com os funcionários e nem com as testemunhas ouvidas ao longo da investigação. Quarto montado por médico no Hospital Municipal de Itaúna do Sul. Reprodução Roupas e toalha guardadas no quarto montado do hospital. Reprodução O que diz a defesa do médico O g1 procurou a defesa de Rodrigo e Maiara nesta sexta-feira, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. Ao ser procurado na quinta-feira (25), o advogado atualizou que aguarda a decisão da Justiça sobre a slicitação de revogação da prisão. Veja abaixo a última nota divulgada pela defesa, na terça-feira (23), na íntegra: "Manoel Neto, advogado do Dr. Rodrigo Felipe Amparado e da enfermeira Maiara, recebe com bastante surpresa o oferecimento de denúncia contendo imputações extremamente graves, especialmente porque, em uma análise inicial, as acusações parecem estar amparadas em elementos frágeis, contraditórios e em relatos cuja credibilidade será devidamente questionada no curso do processo. Neste momento, a defesa está realizando uma análise minuciosa dos autos para a apresentação da resposta à acusação e das demais medidas processuais cabíveis, oportunidade em que demonstrará a inconsistência das imputações formuladas. A defesa também aguarda a apreciação do pedido de revogação da prisão preventiva de Rodrigo, confiante de que o Poder Judiciário realizará a adequada avaliação dos fatos e das circunstâncias do caso. Por respeito ao sigilo processual e ao regular andamento da ação penal, não serão prestados maiores esclarecimentos neste momento." Em nota enviada à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), disse ter determinado "uma fiscalização na instituição de saúde onde ocorreram os fatos". A Prefeitura de Itaúna do Sul afirmou que acompanha a investigação e que colabora com as autoridades. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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