'Rússia e China agem em sintonia', diz governo russo após ligação entre Putin e Xi Jinping
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em videoconferência com o presidente da China, Xi Jinping Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Pool via REUTERS Os presidentes...
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em videoconferência com o presidente da China, Xi Jinping Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Pool via REUTERS Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, conversaram por quase uma hora e meia em uma videoconferência nesta quarta-feira (4) e, segundo o governo russo, trocaram opiniões sobre os últimos acontecimentos globais. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin, conversou com jornalistas após a reunião dos dois líderes, a primeira de 2026. Contou que Putin aceitou um convite de Xi para visitar a China ainda no primeiro semestre deste ano e afirmou: "A Rússia e a China podem contar uma com a outra, e agem em sintonia. Suas posições são próximas ou coincidem na maioria das questões". Ainda de acordo com um vídeo divulgado pelo governo russo, Putin defendeu na conversa que a aliança entre China e Rússia é um "fator de estabilidade" no mundo atual. Os dois países mantêm fortes laços econômicos, diplomáticos e militares. "Em um contexto de turbulência crescente, a aliança entre Moscou e Pequim é um importante fator de estabilidade", disse Putin na conversa. Governos da Rússia e China já tinham anunciado parceria Estados Unidos querem conquistar o Hemisfério ocidental; entenda No dia 27 de janeiro, o Ministério da Defesa chinês anunciou que a China quer aumentar a "coordenação estratégica" com a Rússia para melhorar sua capacidade de responder a "vários riscos e desafios". As negociações começaram em uma conversa telefônica entre os ministros chinês e russo, que também se pronunciou afirmando que os "exemplos da Venezuela e do Irã" exigem que os dois países "analisem constantemente a situação de segurança. As declarações ocorreram um dia depois que o governo Trump divulgou sua nova estratégia de Defesa. De acordo com o documento, divulgado pelo Ministério da Guerra dos EUA nesta segunda-feira (26), o objetivo é assegurar aos EUA plena dominância militar e comercial "do Ártico à América do Sul". Trump ameaçou países vizinhos que não ajudarem a combater o narcotráfico e a influência da Rússia e da China no Hemisfério Ocidental com força militar. O governo chinês também renovou um acordo de cooperação em construção naval com a Dinamarca - que vive um momento tenso com os Estados Unidos por causa da Groenlândia. Os dois países vão realizar pesquisas para desenvolver em conjunto tecnologias de navios movidos a combustíveis de baixo ou zero carbono e explorar o potencial de cooperação no setor de veículos de novas energias, disse o ministro da Indústria chinês, Li Lecheng. Com o aumento das tensões devido às ameaças dos Estados Unidos, o governo chinês está tentando estreitar laços com vários líderes ocidentais. Xi Jinping recebeu recentemente em Pequim o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, o presidente da França, Emmanuel Macron, o premiê da Finlândia, Petteri Orpo, e o premiê do Reino Unido, Keir Starmer.