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Trump faz 'limpa' no alto escalão militar em meio a guerra; veja os principais exonerados desde o início do mandato

John Phelan AP Photo/Alex Brandon A demissão do secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, nesta semana, é a mais recente de uma série de exonerações de ...

Trump faz 'limpa' no alto escalão militar em meio a guerra; veja os principais exonerados desde o início do mandato
Trump faz 'limpa' no alto escalão militar em meio a guerra; veja os principais exonerados desde o início do mandato (Foto: Reprodução)

John Phelan AP Photo/Alex Brandon A demissão do secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, nesta semana, é a mais recente de uma série de exonerações de altos oficiais militares durante o governo do presidente Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Uma reformulação tão ampla da liderança da Defesa dos EUA é incomum na história do país. Ela tem se tornado mais intensa desde o início da guerra contra o Irã, momento em que mudanças de comando militar não costumam ocorrer, já que os combates impõem grandes demandas operacionais. Phelan era um doador de campanha de Trump sem experiência relevante na área. Autoridades do Pentágono afirmaram que ele havia se indisposto com a liderança militar ao propor suas ideias diretamente ao presidente, contornando seus superiores diretos. Outras demissões, contudo, foram mais relevantes. No início do mandato, Trump exonerou Charles Q. Brown, então chefe das Forças Armadas indicado por Joe Biden, segundo afro-americano a ocupar a posição de liderança no Pentágono. Um dia antes, o republicano havia reclamado de nomeações do governo estarem atreladas a supostas "questões de diversidade" no governo anterior. Trump usa ameaças para pressionar Irã Veja quem são os principais nomes demitidos por Trump e seu secretário da Guerra, Pete Hegseth: John Phelan, secretário da Marinha dos EUA Segundo autoridades ouvidas pelo jornal "Wall Street Journal", John Phelan foi demitido do cargo após meses de tensões crescentes com Pete Hegseth. Os principais líderes do Pentágono teriam ficado especialmente irritados no ano passado, quando Phelan apresentou diretamente a Trump a ideia de um novo navio de guerra, sem passar por Hegseth. Doador de campanha de Trump, John C. Phelan nunca havia servido nas Forças Armadas nem ocupado um cargo civil de liderança na Marinha antes de ser indicado por Trump para o posto, pouco antes do republicano iniciar seu segundo mandato. Randy George, chefe do Estado-Maior do Exército Randy George Reuters e X/@WestPoint_USMA Em 2 de abril, Hegseth demitiu George sem apresentar justificativa. Dois oficiais americanos disseram que a decisão estava ligada a tensões entre Hegseth e o Secretário do Exército, Daniel Driscoll. George deixou o cargo enquanto as Forças Armadas dos EUA reforçavam suas tropas no Oriente Médio em meio à guerra entre EUA e Israel contra o Irã. Ao mesmo tempo, o general David Hodne, que liderava o Comando de Transformação e Treinamento do Exército, e o major-general William Green, que chefiava o Corpo de Capelães do Exército, também foram demitidos. Timothy Haugh, general Haugh, diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA), foi demitido por Trump em 3 de abril de 2025, em uma onda de demissões na área de segurança nacional que, segundo fontes, incluiu mais de uma dúzia de funcionários do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca. Nenhum motivo foi dado para as demissões. Charles Q. Brown, chefe do Estado-Maior Conjunto Charles Q. Brown, que chefiava as Forças Armadas dos EUA, foi demitido na sexta-feira (21). SAUL LOEB / AFP General da Força Aérea, Brown foi demitido por Trump em 21 de fevereiro de 2025, em uma reformulação sem precedentes da liderança militar dos EUA, na qual outros cinco almirantes e generais também foram afastados. Brown, o segundo oficial negro a se tornar o principal conselheiro militar uniformizado do presidente, cumpria um mandato de quatro anos, que terminaria em setembro de 2027. A almirante Lisa Franchetti, a primeira mulher a liderar um ramo das Forças Armadas como chefe de operações navais, foi demitida juntamente com Brown. Jeffrey Kruse, tenente-general Kruse, que chefiava a agência de inteligência do Pentágono, foi demitido por Hegseth em 22 de agosto de 2025. Hegseth também ordenou a remoção do chefe da Reserva da Marinha dos EUA e do comandante do Comando de Guerra Naval Especial, disse um oficial americano à Reuters na época. Nenhum motivo foi dado para as demissões. Linda Fagan, almirante A Comandante da Guarda Costeira, Almirante Linda Fagan, testemunhando durante uma audiência em 2024. Graeme Sloan/Sipa USA/Via Reuters Fagan, comandante da Guarda Costeira dos EUA, foi demitida em 21 de janeiro de 2025, o primeiro dia completo do segundo mandato de Trump. Fagan foi a primeira mulher a liderar um ramo das Forças Armadas dos EUA. Um dos motivos foi o foco "excessivo" de Fagan em políticas de diversidade, equidade e inclusão, disse um oficial que falou à imprensa sob condição de anonimato. Fagan estava à frente da Guarda Costeira desde 2022 e anteriormente ocupou cargos como o de vice-comandante da força. "Ela serviu em todos os continentes, desde as neves da Ilha de Ross, na Antártica, até o coração da África, de Tóquio a Genebra, e em muitos portos ao longo do caminho", destacou uma versão arquivada de sua biografia, que já não está disponível no site da Guarda Costeira.

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