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Unifap preserva acervo histórico da Icomi com mais de 50 anos de documentos

Unifap tem centro de preservação com diversos documentos da Icomi O Centro de Memórias da Universidade Federal do Amapá (Unifap) guarda mais de 50 anos de d...

Unifap preserva acervo histórico da Icomi com mais de 50 anos de documentos
Unifap preserva acervo histórico da Icomi com mais de 50 anos de documentos (Foto: Reprodução)

Unifap tem centro de preservação com diversos documentos da Icomi O Centro de Memórias da Universidade Federal do Amapá (Unifap) guarda mais de 50 anos de documentos da Icomi, empresa que explorou manganês em Serra do Navio. O material mostra como a mineradora marcou a economia e a vida social do Estado. Os documentos foram doados e transportados em 12 caminhões. A quantidade equivale a cerca de 2 quilômetros de registros empilhados. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Antes, o acervo estava na Vila Amazonas, em Santana, bairro criado pela Icomi para abrigar trabalhadores. Entre os papéis há prontuários médicos de hospitais da Vila Amazonas e Serra do Navio, registros contábeis e fichas de funcionários. O acervo reúne dados desde os primeiros trabalhadores até os últimos contratados. Segundo o pesquisador Antônio Neto, o objetivo é dar utilidade pública aos documentos. Em um caso, os arquivos ajudaram um ex-funcionário a conseguir aposentadoria. “Um dos motivos para essa massa documental ser guardada é a sua potencialidade na garantia de direitos. Um exemplo foi o caso de um senhor que trabalhou na empresa e ainda faltavam alguns anos para se aposentar. Com as informações, ele chegou até nós, apresentou a demanda e, junto a um colega que havia trabalhado no arquivo da empresa na época, conseguiu localizar o documento e garantir a aposentadoria”, explicou. LEIA MAIS: Mutirão oferece serviços gratuitos para idosos em Macapá nesta segunda-feira (15); veja lista Veja como fazer a autenticação do certificado do ensino médio no Amapá Arquivos dos mais de 50 anos de atuação da Icomi Michele Ferreira/Rede Amazônica No Centro, bolsistas e pesquisadores limpam, organizam e descrevem os documentos. As caixas são trocadas para preservar o material, e os profissionais usam equipamentos de proteção. Para Alexandre Amaral, responsável pelo Centro, os documentos mostram a vida social e política do Amapá. Eles ajudam a entender acontecimentos que marcaram épocas e influenciaram a sociedade. “Aquilo que muitos chamam de arquivo morto, para nós é uma massa documental muito viva. Ela não apenas conta a nossa história, mas mostra de onde viemos e para onde queremos seguir a partir da pesquisa”, disse Amaral. O Centro de Memórias funciona no último andar da biblioteca central da Unifap e tem apoio de órgãos públicos e privados. Viu isso? Pesquisadores da Unifap catalogam processos judiciais centenários no Amapá Memórias Reveladas: a salvaguarda da história jurídica e cultural do estado do Amapá Rede Amazônica/Reprodução Icomi e a mineração As jazidas foram descobertas em 1945. A exploração começou em 1957, em parceria com a norte-americana Bethlehem Steel. O acordo previa 51% de capital brasileiro e 49% estrangeiro. A empresa criou uma estrutura completa: mina a céu aberto, ferrovia de 194 quilômetros, Porto de Santana e vilas operárias como Serra do Navio e Vila Amazonas. Entre 1957 e 1998, foi o maior projeto mineral da Amazônia. Houve impactos ambientais, como desmatamento e mudanças na água, mas em áreas específicas. Arquivos dos mais de 50 anos de atuação da Icomi Michele Ferreira/Rede Amazônica Minério, manganês, estocado, Amapá, Serra do Navio, Icomi Fabiana Figueiredo/Arquivo g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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