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Vídeos mostram bate-boca no julgamento de PMs acusados de matar delator do PCC

Fantástico mostra o bate-boca que provocou o cancelamento de um dos julgamentos mais aguardados do país Imagens obtidas pelo Fantástico mostram trechos do ju...

Vídeos mostram bate-boca no julgamento de PMs acusados de matar delator do PCC
Vídeos mostram bate-boca no julgamento de PMs acusados de matar delator do PCC (Foto: Reprodução)

Fantástico mostra o bate-boca que provocou o cancelamento de um dos julgamentos mais aguardados do país Imagens obtidas pelo Fantástico mostram trechos do julgamento de três policiais militares acusados de executar o empresário Antônio Vinícius Gritzbach, delator do PCC morto a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024. O Tribunal do Júri, considerado um dos mais aguardados do ano, foi anulado após uma sequência de confrontos entre acusação e defesa. A audiência foi remarcada para 22 de fevereiro de 2027. Fernando Genauro, Juan Silva Rodrigues e Denis Martins respondem pela morte de Gritzbach, que foi atingido por 27 disparos de fuzil ao desembarcar no aeroporto. O ataque também matou o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, que não tinha relação com o caso, e deixou outras duas pessoas feridas. Imagens mostram troca de ofensas entre acusação e defesa no julgamento de PMs acusados de matar Vinícius Gritzbach Reprodução/TV Globo A investigação aponta que Genauro dirigia o veículo usado na ação, e exames de DNA encontrados no carro e em roupas apreendidas com as armas identificaram Rodrigues e Martins como os atiradores. Os três negam participação no assassinato. Meses antes do atentado, Grizbach, suspeito de mandar matar um integrante do alto escalão do PCC, tinha feito um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público. Ele contou como lavava dinheiro para integrantes da facção e denunciou um grupo de policiais civis por corrupção. Durante o julgamento, a defesa sustentou que o inquérito é falho por não aprofundar a investigação sobre policiais civis denunciados por Gritzbach em seu acordo de colaboração premiada com o Ministério Público. Segundo a acusação, esses policiais chegaram a ser investigados, inclusive pela Polícia Federal, mas não foram encontradas ligações entre eles e o assassinato. Acusação e defesa trocam ofensas A defesa protestou após descobrir que o promotor Rodrigo Merli encontrou o perito responsável pelos exames um pouco antes do julgamento. As imagens mostram o momento em que acusação e defesa trocam provocações e ofensas. "O senhor quer combinar com a testemunha de novo? O senhor quer cinco minutinhos para falar com ele? Eu vou até ao banheiro se o senhor quiser conversar de novo", ironizou um dos advogados. Merli então rebate: "O senhor conversa com bandido, eu converso com polícia". O promotor chamou os réus de "bandidos, travestidos de policiais e matadores de aluguel". Os ânimos se acirraram de novo quando o promotor resolveu questionar um oficial da Corregedoria da Polícia Militar sobre outra investigação ligada a um atentado contra Mauro Ribas, um dos advogados de defesa. "Eu nunca fui ouvido na Corregedoria sobre isso. Do nada, o promotor pergunta para ele", disse Ribas. Em um depoimento à Polícia Civil em 2025, Ribas foi questionado sobre uma possível relação com o caso de Gritzbach. "Não que eu queira imputar isso a alguém, porque eu não tenho elemento nenhum, mas é o que vem à mente", afirmou. Após a troca de acusações, advogados deixaram o plenário. Diante da saída da defesa, o juiz decidiu anular o julgamento. O Ministério Público pediu a punição dos advogados, mas o magistrado rejeitou o pedido ao entender que a acusação havia imputado fraude a um dos defensores durante a sessão.

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